Dívida Pública atinge patamar inédito de R$ 3 trilhões

A dívida pública federal brasileira, que inclui os endividamentos interno e externo do governo, registrou alta de 3,1% em setembro deste ano, para R$ 3,04 trilhões. A informação foi divulgada nesta terça-feira (25) pelo Tesouro Nacional. Em agosto, o endividamento público somava R$ 2,95 trilhões. Foi a primeira vez que a dívida superou o patamar de R$ 3 trilhões.

De acordo com o governo, o aumento da dívida pública em setembro está relacionado com a emissão líquida, ou seja, colocação de títulos públicos no mercado acima do volume de vencimentos, além das despesas com juros.

Em setembro, o Tesouro Nacional informou que as emissões de títulos públicos somaram R$ 78,34 bilhões, ao mesmo tempo em que os vencimentos (resgates de papéis) totalizaram R$ 16,36 bilhões. Com isso, a dívida aumentou em R$ 62 bilhões somente por conta da colocação de títulos no mercado financeiro.

Além disso, também houve, no mês passado, uma despesa com juros de R$ 29,74 bilhões – que contribuiu para elevar a dívida em igual proporção.

Programação para 2016

O atingimento da marca de R$ 3 trilhões para a dívida pública, que ocorreu em setembro, já era esperada pelo Tesouro Nacional. A expectativa da instituição, divulgada no início deste ano, é de que a dívida pública continuará avançando em 2016 e poderá chegar a R$ 3,3 trilhões no fim do ano.

Segundo o Tesouro, as necessidades brutas de financiamento da dívida pública neste ano, por meio da emissão de títulos, são de R$ 698 bilhões, mas estão previstos R$ 108 bilhões em recursos orçamentários. Com isso, a necessidade líquida de financiamento é de R$ 589 bilhões. (G1)

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