Destruído por incêndio, frigorífico poderá ser multado

Na tarde desta quarta-feira (19), por volta das 16h, o capitão do Corpo de Bombeiros de Nova Andradina, Pablo Diego, concedeu uma entrevista à imprensa para esclarecimentos sobre o incêndio ocorrido na planta do Frigorifico Minerva Foods, localizado às margens da MS-134, no município de Batayporã.

Incêndio demorou mais de 8 horas para ser controlado - Foto: Nova News
Incêndio demorou mais de 8 horas para ser controlado – Foto: Nova News

Ao site Nova News, o capitão do Corpo de Bombeiros de Nova Andradina, Pablo Diego, explicou que sem o sistema preventivo, o local não possuía os 20 hidrantes presentes no projeto, entre outros itens que, segundo ele, seriam de suma importância para evitar destruição comno a de ontem.

Quando as equipes do Corpo de Bombeiros chegaram, as chamas já haviam atingido toda a área do setor da desossa e estavam fora de controle, migrando para outros blocos adjacentes. Pablo Diego explicou que os oito caminhões pipa que estavam no local foram divididos em quatro frentes de combate às chamas, dentre os veículos, dois pertenciam ao Quartel dos Bombeiros de Nova Andradina, outros dois eram das prefeituras de Batayporã e Nova Andradina e outros quatro das usinas Santa Helena e Laguna.

À princípio, não foi possível a entrada dos brigadistas no local, uma vez que, a estrutura entrou em colapso, fazendo com que o prédio ficasse inacessível. Nesse momento, o trabalho de resfriamento externo foi feito para amenizar as chamas e dar condições para que os bombeiros pudessem se aproximar dos maiores focos de incêndio que se encontravam todos no interior da planta frigorífica.

O capitão ressaltou, que a falta de hidrantes foi a principal dificuldade, pois a única forma de abastecimento foram quatro caminhões pipa. Só depois de algum tempo, os bombeiros conseguiram fazer uma ligação direta no encanamento de uma das caixas d´água. Até às 16 horas, haviam sido utilizados cerca de 100 mil litros de água.

Ainda não é possível apontar as causas do incêndio, apenas estudo da Perícia Técnica poderá apurar as causas do fogo.

MULTA

A multa poderá ser aplicada e o valor ainda será estipulado, mas que pode chegar a altos valores. O cálculo é feito de acordo com o poder aquisitivo da empresa, o número de funcionários, o risco que ofereceu para o trabalho das equipes e o tamanho da área.

O valor da multa deve ser divulgada até sexta-feira (21). De acordo com o Corpo de Bombeiros, o empreendimento possui 15.227,23 metros quadrados, dos quais cerca de 11 mil metros foram comprometidos pelo fogo.

Apesar de 13 funcionários estarem na indústria no momento do incêndio, entre os setores administrativo, portaria e mecânica, ninguém ficou ferido. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o risco a vida dos funcionários foi mínimo, mas existiu, e a empresa deverá responder por isso.

Também na tarde desta quarta-feira (19), a Assessoria de Imprensa da Minerva Foods encaminhou uma nota de esclarecimento ao Nova News. Confira o documento na íntegra:

A Minerva Foods comunica que, em 19 de agosto (quarta-feira), por volta das 11h, um incêndio afetou parte da planta da empresa em Batayporã (MS). O incêndio foi controlado pelo Corpo de Bombeiros e não causou nenhuma vítima entre as pessoas da equipe remanescente que permanece na unidade após a paralisação das atividades, ocorrida em 1º de julho.

A empresa informa que esta unidade não possui gases tóxicos remanescentes dos processos industriais de quando a planta se encontrava em atividade e que, portanto, não há nenhum risco para a população. Além disso, o fogo também não atingiu espaços onde estão armazenados produtos inflamáveis e que poderiam potencializar o fogo.

Os danos à planta ainda estão sendo avaliados e serão conhecidos após os resultados da perícia técnica a respeito das causas do incêndio. A Minerva Foods aproveita para agradecer o apoio do Corpo de Bombeiros do município vizinho de Nova Andradina (MS) e à Polícia Militar de Batayporã no processo de contenção do fogo.   

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