“Desmistificar crise”: BB afirma que estado está na contramão da crise nacional no financiamento imobiliário

Com a opção, o interessado pode financiar até 90% do imóvel, por 360 meses e juros de 9% ano

O Banco do Brasil anuncia a liberação de R$ 1 bilhão para atender financiamentos, em todo o Brasil, de imóveis de até R$ 400 mil, novos ou usados, utilizando recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

De acordo com Devanir de Souza Rodrigues, gerente gerente de Mercado de Pessoa Física da Superintendência do Banco do Brasil em Campo Grande, o banco quer “desmistificar rumores que todos os bancos restringiram o crédito para financiamentos imobiliários”.

Em moldes semelhantes ao programa “Minha Casa, Minha Vida”, a opção permite o financimento de até 90% do imóvel, em prazos que podem chegar a 360 meses (30 anos), com juros de 9% ano. De acordo com Rodrigues, a medida é deve estimular o mercado de Mato Grosso do Sul que, em nas palavras dele “está na contramão da crise”. Para Rodrigues, a liberação de crédito têm crescido e o estado é uma “ilha” no cenário nacional e ainda que o estado ainda teria um “potencial enorme de crescimento”, avaliou.

São pré-requisitos para se candidatar ao financiamento que utiliza o FGTS, possuir conta ativa do fundo de garantia, com no mínimo, 36 contribuições, consecutivas ou não, com saldo total igual ou superior a 10% do valor do imóvel.

O Banco do Brasil estima que 2,2 milhões de correntistas tenham condições de aderir à esta linha de crédito em todo o país.

Financiamento imobiliário
Cenário nacional – A principal financiadora de empreendimentos habitacionais no país, a Caixa Econômica Federal, anunciou no mês de abril que vem desacelerando a oferta de crédito imobiliário, abrindo espaço para os grandes bancos ampliarem a presença no segmento. De acordo com o presidente do banco, Jorge Hereda, a expectativa da Caixa para concessões neste ano é de crescimento de 14,2%, bem mais tímido do que o avanço de 26,4% alcançado no ano passado, quando as contratações ficaram perto de R$ 35 bilhões.

Em termos de volume, a cifra projetada também é menor. São esperados cerca de R$ 20 bilhões, em comparação aos mais de R$ 28 bilhões em 2013. Caso alcance este desempenho, a expansão do saldo da carteira, que no ano passado foi de mais de 31%, para R$ 270,4 bilhões, deve ter forte desaceleração, crescendo entre 12% e 15%.

Silvio Ferreira

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