Deputados travam embate com ‘verdades’ trocadas sobre ruptura do PMDB com PT

petistasO deputado estadual Pedro Kemp (PT) puxou a fila na manhã desta quarta-feira (30) para falar sobre a ruptura do PMDB com o governo da presidente Dilma Rousseff e com o PT, que foi oficializado na tarde de ontem. O parlamentar foi à tribuna e de inicio classificou a decisão como oportunista, sorrateira e repugnante de parte ou do conjunto da legenda então ‘aliada’ nacionalmente, nos últimos 14 anos. O assunto, apesar de ser nacional, mas que envolve toda a crise política atual, já seria previsível de debate entre os parlamentares na sessão ordinária de hoje da AL-MS (Assembleia Legislativa de MS), mas acabou se tornando um embate com troca de acusações e até insultos entre deputados petistas e pemedebistas. O líder do PMDB, Eduardo Rocha, que é presidente regional da sigla no Estado, rebateu com veemência e recebeu apoio de outros colegas que também são da oposição aos petistas.

Kemp falou do fisiologismo do PMDB e de tudo que o partido se beneficiou no tempo que também era governo, mas que se diz agora nunca ter sido. “É um oportunismo muito grande do partido que se beneficiou muito com o poder no governo federal, em decisões, mas acima de tudo, com tantos ministérios e cargos em todos os escalões. Mas, como sempre é e fez tratou das benesses para causa própria, pois até já vinha falando, agia e não contribuía com o governo e com o País, diante do tamanho que tinha na administração. E agora, ou como sempre, sai na hora da dita crise, que ajudou a fazer e está acima de tudo, sendo até o maior artífice de sua ampliação, de maneira sorrateira se articulando e sendo repugnante as muitas lideranças, não todas, fazendo parte do processo ‘do quanto pior melhor’ e que se pensa em si, e não no bem do Brasil”, discursou inicialmente o deputado.

O petista lembrou ainda que o PMDB teve uma história rica, mas é um dos piores do País em termo de moralidade pública e mais do que nunca se apresenta como o maior golpeador da nação. “O partido fez ou já fazia mesmo um papelão, que ao invés de ajudar o Brasil, o governo que fazia parte, jogava contra, pelo menos na metade de seu tempo. Mas, o faz sempre para chantagear o Poder, seja a qualquer período e de quem esteja lá. Foi um mal, que tivemos que suportar, mas é um exemplo sempre de afronta a moral e a decência da população brasileira. Muitas, para não dizer todas, lideranças representam o escárnio político, como Eduardo Cunha. Mas que faça boa viagem, siga seu caminho e crie sua identidade ou assuma a mesma, de ser o partido braço de qualquer lado, da boquinha. Assuma então agora ser oposição e deixe de barganhar”, completou Kemp.

rochaO pemedebista Eduardo Rocha, solicitou a mesa para falar em nome da liderança e salvar a honra do partido. “Vou falar porque o deputado Kemp citou indevidamente outro partido. Veio desdenhar do PMDB, de falar da história sem saber. Mas vou falar do PMDB e não do PT, e não do golpe e que golpe? E não foi o PMDB, ninguém do partido que assinou o pedido de Impeachment. Deixamos o governo de cabeça erguida, atendendo ao pleito da população e que não acredita mais neste governo e nós também não. É a maior crise que este País já viu e que tem de uma forma ou de outra, o partido mais corrupto da história”, apontou Rocha.

Exemplos pós e contra

A deputada Mara Caseiro, recém filiada ao PSDB, apoio Rocha e apontou que a decisão do PMDB engrandece ou retorno agora a sigla, ao rol de quem quer fazer o País voltar a seu curso de respeitabilidade. “O Impeachment é para mudança real dos rumos de nosso país ou no simples caso para dar exemplo, e se encaminhar as mudanças necessárias, pois se a mandatária maior já comete em crime, os outros governantes podem estar liberados oficialmente, como já fazem ou dizem que fizeram os 16 governadores. É crime e tem que se aplicar a Lei ou se destrói todas as instituições”, comentou a tucana.

Os petistas Cabo Almi e Amarildo Cruz, ajudaram o companheiro com ataques até mais ácidos que os de Kemp. “O PMDB se apresenta como verdadeiro golpista e qual moral tem de fato? Além de vir já travando a administração, aproveita do momento difícil para mais uma vez assumir a cadeira, cargo sem ser eleito diretamente, ter tido o candidato na frente. Os dois, três que podem fazer as substituições tem temerárias acusações e estão sendo julgados e o maior escárnio Eduardo Cunha pode assumir nossa nação”, disse Almi.

“O PMDB colocou as claras uma situação, comportamento que todos no Brasil sabiam e ficava no ‘escuro’. E ontem, ainda como sempre se dividiu e continua do mesmo jeito. Partido ou lideranças da faca no pescoço, da pressão para aumento de espaço e cargos, fazendo lobbys com sete ministérios e mais de 600 cargos. E quando quer ou já fez trai, e como se diz ditado, ‘na hora que acaba a cerveja vai embora da festa’. Eles colocaram em papeis limpos até pela primeira vez e fez um bem ao governo, que sabe agora e pode repactuar o governo para continuar o bem que trouxe e mudou a história deste País”, discursou Cruz.

Petistas e pemedebista trocaram acusações e bateram boca da tribuna, enquanto um usava o microfone e o outro estava pelo plenário, quando se revezavam no microfone.

Matéria: Lúcio Borges

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