Deputados petistas de MS já falam “desanimados” sobre futuro de governo Dilma

PTOs deputados estaduais do PT se apresentaram sem muito animo nesta manhã de terça-feira (29) sobre o futuro do governo do partido com a presidente Dilma Rousseff. Três dos quatro parlamentares petistas questionados a falar sobre a decisão do PMDB de abandonar o governo, que praticamente está decidida e deve ser ratificada oficialmente na tarde de hoje, fizeram um prognósticos pessimistas com ácidas criticas aos pemedebistas. O deputado Amarildo Cruz foi o único até otimista e quem mais foi realista com a situação de posições pemedebistas. Todos porém, atacaram de uma forma ou de outra a sigla que foi aliada dos governos petistas desde o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, há 14 anos, e que se consolidou com a legenda tendo a vice-presidência e inúmeros ministérios na administração de Dilma.

“O PMDB sempre lutou para ter espaço nos governos, agora tem ou querem o governo todo, sem ter tido todo o trabalho de construí-lo e ser aprovado pela maioria, mesmo nesta hora de problemas graves. Infelizmente eles optam por estar somente na alegria e não se lembram de toda responsabilidade que também tiveram no processo”, avaliou Pedro Kemp.

Para cabo Almi, a situação está praticamente definida e insustentável, que chegará a hora do próprio partido tomar sua decisão. “Foram sucessivos golpes ao governo, ao partido, que não soube responder ou que nem dava tempo para se ‘defender’. Vai chegar o tempo de tomada de decisão do próprio partido, pois não dá para um governante continuar, governar uma nação sem que a população já não queira mais ou que transpareça isso, pois não creio ainda que o Brasil em si quer isso. Mas, o lado – da oposição – ou aqueles que tem algum poder e conseguem fazer mais propaganda negativa e levam a avaliação do cidadão ser formada ou que faz ficar em dúvida, que assim também leva a um descrédito, que vai ficando insustentável”, definiu Almi.

O douradense João Grandão foi lacônico, mas também praticamente decisivo. “É uma realidade indefinida ou a ser definida, que pode melhorar, que pode piorar seja quem estiver lá. O que a população tem que ver é o que pode ser formado e como ficará a nossa história”, disse.

Otimista

O deputado Amarildo Cruz foi o único otimista da turma, dizendo que o PMDB não deveria surpreender com tal posição e que ainda dá tempo e não será difícil de arregimentar parlamentares parra votar contra o Impeachment.

“Não há o que reclamar ou dizer que se encerrou o jogo, ainda temos ou a votação tem uns 200 deputados aliados e que querem respeitar o processo. Não vejo como nada definido e temos muita composição para ser feita ou refeita a partir de hoje ou que já vem sendo feita. O PMDB surpreendeu alguém? Eles sempre são de dois grupos, de dois pontos A ou Z, sempre foi assim até mesmo nos áureos momentos e será assim hoje e amanhã”, comentou.

Matéria: Lúcio Borges

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