Deputados divergem sobre reajuste dos servidores estaduais

Da Redação

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul discutiu na sessão desta quinta-feira (1) um dos assuntos que têm causado muita polêmica nos últimos dias depois que o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) sinalizou ser praticamente impossível a concessão de reajuste salarial para os servidores públicos estaduais.

Beto Pereira (PSDB) e Cabo Almi (PT) durante a sessão de hoje (Foto: ALMS)

Ocorre que enquanto o governo defende a prática da economia, deputados que integram a oposição pressionam em favor da reposição salarial da categoria.

Por causa desse impasse, algumas categorias se mobilizam favorável a uma paralisação em sinal de protesto contra o que chamam de arrocho salarial.

O deputado estadual Cabo Almi (PT) fez um apelo na tribuna para que seja oferecida pelo menos a reposição inflacionária.

“Entidades sindicais e representantes de classe nos informaram que poderá haver uma paralisação dos servidores se confirmado o não reajuste. Vou entrar com uma ação judicial para receber no futuro as perdas salariais referentes ao atual governo. As famílias dos funcionários públicos ficarão no prejuízo e os profissionais irão trabalhar sem motivação”, disse Almi.

Beto Pereira, líder do PSDB, mencionou a crise financeira que assola o país e a responsabilidade do Poder Executivo em manter as finanças do Estado.

“Mais importante que oferecer o reajuste é cumprir com a obrigação de pagar em dia. Hoje, mais de 20 estados brasileiros estão com as finanças comprometidas, impossibilitando até o pagamento dos servidores”.

O deputado Amarildo Cruz (PT) discordou com a justificativa defendida pelo líder do PSDB. “Não devemos comparar com as piores gestões, pelo contrário, temos que nos espelhar nos Estados que pagam melhor e em dia. A Assembleia Legislativa aprovou a reforma administrativa do governo e precisamos responder à sociedade sobre a economia prometida”.

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