Júnior Mochi não acredita que CPI da Enersul monopolize trabalhos da AL

Em entrevista concedida na manhã desta segunda-feira ao programa Tribuna Livre, da Capital FM, o deputado estadual Junior Mochi (PMDB), presidente da Assembleia Legislativa, afirmou que a CPI da Enersul não deve monopolizar os trabalhos da casa. A comissão parlamentar de inquérito baseia-se em denúncia feita pelo deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB), que integra a comissão, com base nos resultados de auditoria realizada pela empresa Price-Waterhouse.

A análise apontou prejuízos causados pela antiga concessionária do serviço de fornecimento de energia elétrica no estado, Enersul (então pertencente ao Grupo Rede), estimados cerca de R$ 700 mi (setecentos milhões de reais). Na denúncia, o deputado levantou a tese da existência de um suposto mensalão, que envolveria 35 pessoas físicas e jurídicas, entre as quais figurariam parlamentares estaduais. A CPI deve analisar também os prejuízos causados à população pelas irregularidades.

Na época, o resultado da auditoria desencadeou a intervenção na concessionária pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

A Assembleia promove nesta terça-feira, às 16h, a segunda reunião de trabalhos da Comissão. Segundo o presidente da CPI, Paulo Corrêa (PR), deverão ser definidos quais requerimentos com pedidos de informações serão enviados para o início das investigações.

Silvio Ferreira

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