Deputado defende ação para retirar das escolas livros que tratam da ideologia de gênero com crianças

Deputado Federal Elizeu Dionizio durante entrevista no programa Capital Meio Dia. (Foto: Paulo Francis)
Deputado Federal Elizeu Dionizio durante entrevista no programa Capital Meio Dia. (Foto: Paulo Francis)

O deputado federal Elizeu Dionizio (PSDB/MS) esteve na tarde desta sexta-feira (26), no programa Capital Meio Dia e no estúdio do jornal Página Brazil para falar sobre a ação judicial de sua própria autoria que tem o objetivo de retirar das escolas os livros de 11 editoras que abordam a ideologia de gênero com crianças entre 6 a 10 anos de idade.

Elizeu explica que a proposta pede ao STF (Supremo Tribunal Federal) ou STJ (Superior Tribunal de Justiça) a anulação de qualquer distribuição desses tipos de materiais com o intuito de evitar a erotização de crianças por meio dos livros didáticos nas escolas municipais e estaduais de Mato Grosso do Sul. O deputado pede os pais que se manifestarem contrários a abordagem do tema junto ao diretor e professores,  por meio de notificação extrajudicial que pode ser feita nos sites www.elizeudionizio.com.br e  www.bit.ly/protegerfamilias.

“Estamos vendo com nossa equipe jurídica qual será a ferramenta necessária para poder inibir essa distribuição nos municípios, lembrando que os livros que estamos brigando para não serem distribuídos, são livros que desconstroem a educação. São livros que vem tratar sobre a erotização das nossas crianças e estão utilizando a metodologia de Hitler, da repetição para que isso fique incutido na cabeça de nossas crianças”.

A constatação do parlamentar se baseia no levantamento do conteúdo dos livros didáticos feito por Orley José da Silva, mestre em letras e linguística pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Ele analisou livros de onze editoras, das dezenove que tiveram suas obras recomendadas pelo Programa.

Os livros recomendados pelo MEC trazem em alguns de seus livros o tema da Orientação Sexual e Familiar, de acordo com a ideologia de gênero, no qual o parlamentar acredita que desrespeita o Plano Nacional de Educação (PNE), que define as diretrizes da educação no Brasil até 2024.

“A legislação é clara onde diz que até o ano de 2024 não se pode discutir sobre gênero nas escolas, mas infelizmente o MEC, o PT e a Dilma não entendeu isso e autorizou que as editoras cadastradas pudessem imprimir livro com essa discussão. Então essa é a nossa proposta, para que através do meio jurídico para que anule e possamos retirar os livros que desconstroem a educação fundamental e venham a erotizar as nossas crianças”, finaliza.

Paulo Francis

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