Deputado confirma ligação sobre cassação, mas nega acordo

Ao sair da sede do Gaeco depois de depor, o deputado Cabo Almi (PT) confirmou que falou com o vereador do seu partido Aírton Araújo sobre a ligação que recebeu do empresário Fábio Portela.  Este, por sua vez, é ligado ao empresário João Baird, um dos principais alvos do Gaeco e da Polícia Federal.

Saída do deputado Cabo Almi da sede do Gaeco Foto Paulo Francis
Saída do deputado Cabo Almi da sede do Gaeco Foto Paulo Francis

“Na ocasião ele me ligou perguntando se poderia liberar o Ayrton Araújo para ser o 24º voto a favor da cassação de Bernal, eu informei que não, já que o PT apoiava o Bernal desde a campanha e iríamos até o fim com ele”, emendou.

Almi fez questão de ressaltar que o PT era da base de Bernal e que mesmo se não fosse o vereador é dono do mandato e de suas decisões “O Aírton tem toda a liberdade de votar com a consciência dele” diz.

Sobre o fato de o empresário ter ligado para ele ao invés de tentar convencer o vereador, Almi disse acreditar porque o conhece desde 1990 quando foi presidente do Grêmio da Polícia Militar e Fabão tinha um hotel conveniado na 13 de maio com a 15 de novembro. “Sempre mantínhamos contatos por conta de convênios”, falou.

Almi disse que recebeu a intimação para comparecer no Gaeco ontem (1) e que questionado hoje, negou que houve qualquer oferecimento de ‘vantagens’ pelo voto de Araújo.

O vereador petista acabou votando contra a cassação de Alcides Bernal.

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