Delcídio cita senadores Gleisi Hoffmann e Humberto Costa em delação

Em delação premiada homologada nesta terça-feira no STF (Supremo Tribunal Federal), o senador Delcídio Amaral (PT-SP) cita a atuação de senadores petistas em negociatas para a obtenção de recursos para campanhas eleitorais aos cargos do Legislativo.

No acordo firmado com a Procuradoria-Geral da República para colaborar com as investigações, Delcídio avaliou que “se deve dar atenção especial” para o período no qual a ex-ministra-chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), foi diretora financeira de Itaipu, quando vários negócios envolvendo obras teriam passado pelas suas mãos.

15pts

“O mesmo vale para as concessões do Porto de Santos, quando a mesma, como chefe da Casa Civil, teve atuação decisiva na definição das áreas leiloadas”, acrescentou o delator.

Delcídio afirma ainda que é “de notório conhecimento” a relação de Gleisi com a empresa Consist. Segundo ele, a Consist acompanha a senadora e seu marido – o também ex-ministro de Dilma, Paulo Bernardo – desde a época em que foram secretários do ex-governador do Mato Grosso do Sul, Zeca do PT.

“A Consist, sempre atuou como braço financeiro dos mesmos, e como mantenedora das despesas do mandato da senadora Gleisi, nos últimos anos. Existem provas incontestáveis sobre isso”, disse Delcídio aos investigadores. De acordo com ele, Paulo Bernardo sempre foi o “operador” da esposa.

No documento de delação, Delcídio também alega que o senador Humberto Costa (PT-PE) “agiu com desenvoltura” na Refinaria de Suape (PE). “Ele foi parceiro, entre outras empresas, da White Martins, que sempre contribuiu decisivamente para suas campanhas”, afirmou.

Segundo o delator, o “operador” de Humberto Costa no esquema é o empresário Mario Beltrão. Além disso, Delcídio cita a proximidade do senador pernambucano com o ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

Delcídio deixou a prisão em 19 de fevereiro, após ter ficado quase três meses na cadeia acusado de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato. O ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato STF, homologou hoje delação premiada do senador e abriu o sigilo dos autos.
Em delação premiada homologada nesta terça-feira no STF (Supremo Tribunal Federal), o senador Delcídio Amaral (PT-SP) cita a atuação de senadores petistas em negociatas para a obtenção de recursos para campanhas eleitorais aos cargos do Legislativo.

No acordo firmado com a Procuradoria-Geral da República para colaborar com as investigações, Delcídio avaliou que “se deve dar atenção especial” para o período no qual a ex-ministra-chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), foi diretora financeira de Itaipu, quando vários negócios envolvendo obras teriam passado pelas suas mãos.

“O mesmo vale para as concessões do Porto de Santos, quando a mesma, como chefe da Casa Civil, teve atuação decisiva na definição das áreas leiloadas”, acrescentou o delator.

Delcídio afirma ainda que é “de notório conhecimento” a relação de Gleisi com a empresa Consist. Segundo ele, a Consist acompanha a senadora e seu marido – o também ex-ministro de Dilma, Paulo Bernardo – desde a época em que foram secretários do ex-governador do Mato Grosso do Sul, Zeca do PT.

“A Consist, sempre atuou como braço financeiro dos mesmos, e como mantenedora das despesas do mandato da senadora Gleisi, nos últimos anos. Existem provas incontestáveis sobre isso”, disse Delcídio aos investigadores. De acordo com ele, Paulo Bernardo sempre foi o “operador” da esposa.

No documento de delação, Delcídio também alega que o senador Humberto Costa (PT-PE) “agiu com desenvoltura” na Refinaria de Suape (PE). “Ele foi parceiro, entre outras empresas, da White Martins, que sempre contribuiu decisivamente para suas campanhas”, afirmou.

Segundo o delator, o “operador” de Humberto Costa no esquema é o empresário Mario Beltrão. Além disso, Delcídio cita a proximidade do senador pernambucano com o ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

Delcídio deixou a prisão em 19 de fevereiro, após ter ficado quase três meses na cadeia acusado de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato. O ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato STF, homologou hoje delação premiada do senador e abriu o sigilo dos autos. (ESTADÂO)

 

Comentários

comentários