Defensoria pede à Justiça que polícia não aborde adolescentes

Nesta sexta-feira (5), a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, entrou com um pedido para que a Polícia Civil não possa mais abordar adolescentes durante o Carnaval, tampouco repetir ações como a que ocorreu no dia 13 de dezembro, quando mais de 2 mil pessoas foram revistadas durante a “Operação de Domingo”, às portas do Shopping Campo Grande.

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Na ação o Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Nudeca) pede que os policiais não abordem e analisem antecedentes de adolescentes, com exceção de casos de flagrante.

A defensoria justifica o pedido argumentando que na primeira operação vários adolescentes tiveram a liberdade privada por várias horas.

O processo tem como partes o delegado-geral da Polícia Civil, Roberval Cardoso e o secretário de segurança do Estado, Silvio Maluf e ainda não foi julgado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).

O delegado-geral de Polícia Civil, Roberval Maurício Cardoso, classificou como imprudente o pedido. Segundo ele, se a liminar for aceita, o trabalho da policia será gravemente comprometido. “Não tem como fazer um ação se isso acontecer. Ela fala que o menor não pode ser cerceado, mas como você vai saber se ele é maior ou menor? Não tem como fazer isso hoje em dia. A gente não consegue mais, simplesmente olhando, saber se é menor ou maior”, destacou.

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