Debate da ACP teve vaias e promessas dos candidatos para educação

No primeiro debate das eleições 2016, promovido pela ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública), na manhã desta terça-feira (13), os candidatos a prefeito da Capital trocaram críticas, alguns receberam vaias do público e fizeram promessas para a Educação

Treze candidatos a prefeito participaram do debate da ACP, nesta terça-feira (13)
Treze candidatos a prefeito participaram do debate da ACP, nesta terça-feira (13)

Treze dos 15 candidatos a prefeito foram sabatinados pelos professores e debateram entre si sobre temas relacionados a educação e outras questões da cidade. Apenas os candidatos Adalto Garcia (PRTB) e que alegou ter outros compromissos e Pedro Pedrossian Filho (PMB) que não justificou a ausência, não compareceram ao debate com os professores.

Antes do inicio do debate todos os candidatos assinaram o documento em apoio as lutas do setor da educação como piso nacional, eleição direta para diretores de escolas dentre outras reivindicações para a categoria. O mais cobrado foi o prefeito Alcides Bernal (PP) principalmente por não ter cumprido o piso nacional do Magistério e também porque neste ano concedeu um reajuste mínimo para a categoria. Já na sua apresentação o prefeito chegou a ser interrompido pela plateia.

A candidata Rose Modesto assumiu o compromisso de, se eleita, cumprir o piso salarial nacional dos professores para uma jornada de 20 horas/ semanais. Ela afirmou ainda que irá promover a formação continuada para os professores, descentralização da merenda e eleição direta para diretores das escolas.

Caso eleita, Rose, que também é vice-governadora, levará para a Prefeitura o que tem sido feito no Governo do Estado: a valorização dos professores e o diálogo com a categoria. Hoje, o governo estadual cumpre o piso nacional, pagando o melhor salário do Brasil para os professores da rede estadual. “O nosso governo sempre entendeu a educação como prioridade. E hoje como candidata a prefeita, venho aqui reafirmar meu compromisso com a educação”, disse.

O candidato Lauro Davi (PROS) destacou que sua trajetória aconteceu na Educação. Se comprometeu a utilizar o documento da ACP, cumprindo os compromissos e integrando-os em seu projeto. Promete foco na atenção da saúde dos servidores públicos.

Do PCO, Flávio Arce foi o terceiro a se manifestar. Destacou que trabalhará pelo piso salarial e para devolver o respeito ao professor, “para que voltem a ser autoridades em sala de aula”.

Rosana Santos (PSOL), isse que manterá o diálogo com professores em uma eventual vitória. Também quer valorizar o profissional da Educação, tanto na questão salarial, quanto a saúde deles.

Suél Ferranti (PSTU), também que governará com conselhos populares, que, em sua ideia, será formado por sindicatos e diversos setores da sociedade. Quer suspender o pagamento da dívida pública de Campo Grande, e, com parte deste dinheiro, investir em Educação.

Do PV, Marcelo Bluma, comentou sobre as manifestações contrárias a políticos no Brasil, mas disse que o voto ainda é a causa que pode provocar real mudança. Também falou sobre cumprir o piso salarial dos professores e investir na gestão democrática nas escolas e ceinfs (Centro de Educação Infantil), além da qualidade de vida dos profissionais.

O prefeito Alcides Bernal (PP) foi brevemente vaiado por uma parte da plateia. Interrompido, ele ganhou mais 10 segundos para concluir sua fala. Em uma eventual reeleição, Bernal quer manter o piso salarial e adotar eleições diretas para diretores.

Aroldo Figueiró (PTN), professor, disse que terá como principal compromisso a garantia da eleição nas escolas e ceinfs, manutenção do piso salarial e preocupação com qualidade de ensino e respeito ao professor.

Alex do PT, também se anunciou dizendo “Fora Temer!”. Disse que lutará pelo fim da lei da mordaça e que seu primeiro ato, em uma eventual vitória, é instituir a eleição direta. Terá um governo de prática, não retórico, garantiu.

Marcos Trad (PSD) afirmou que ouviu os pedidos da população e que o compromisso será com a formação do professor, continuidade da educação e democratização do ensino.

Candidato do PPS, Athayde Nery ressaltou que a educação é um forma de liberdade do ser humano. Quer ter diálogo permanente e gestão democrática.

Do PSDC, Elizeu Amarilha foi o único começar sua fala criticando “candidatos que só prometem e não cumprem”. E falou que os professores não tem o devido reconhecimento e que a Educação será prioridade em seu governo.

Coronel David (PSC) quer valorizar os professores e manter atenção especial na merenda escolar, tanto na qualidade, quanto na licitação para garantir que as escolas sejam abastecidas de alimentos desde o começo do ano.

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