De saída do Gaeco, Marcos Alex afirma que relatório da Coffee Break é consistente

O promotor Marcos Alex Vera, coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado), afirmou nesta quarta-feira (17), durante entrevista ao programa Capital Meio Dia da Capital FM, que a Operação Coffee Break, deflagrada em 25 de agosto do ano passado pelo Gaeco, decorreu da junção de suspeitas levantadas durante a Operação Adna, feita entre 2013 e 2014, e a Operação Lama Asfáltica, tornada pública em julho deste ano.

promotor Marcos Alex Vera, coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) Foto Paulo Francis
promotor Marcos Alex Vera, coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) Foto Paulo Francis

” A Coffee Break nasceu embasada por decisões judicias, e iniciamos as investigações que estão prestes a ter seu relatório final entregue à Justiça”, disse.

Marcos Alex acredita que está havendo uma mudança de paradigmas, as pessoas estão cobrando mais ações nas questões que envolver a coisa pública. “A sociedade não suporta mais o estado de coisas que comprometam a ordem pública, além disse os órgãos de fiscalização estão mais atuantes e isso não volta atrás”, disse.

O Promotor lembrou da Operação Mãos Limpas na Itália no início da década de 90, que apurou casos de corrupção envolvendo políticos, empresários e altas cifras para suborno, favorecimento em contratações públicas e outros “favores”. A descrição parece bem atual e explicaria, em poucas palavras, as Operações Lama Asfáltica e Coffee Break

“Na Itália houve uma mudança de comportamento da sociedade que a partir daquele momento começou a não acetar mais os braços da corrupção determinado o rumo do governo. Espero que em nosso país a população tenha a mesma conduta”, comenta.

Sobre a tentativa do guarda municipal, Fabiano de Oliveira Neves, de desqualificar a Operação Coffee Break, por meio do seu suposto depoimento mentiroso prestado há cinco meses, não muda nada a investigação. “Que impacto isso vai ter? Nenhum enfrente ao contexto probatório. A operação já está no final e todas as diligências que foram solicitadas pela Procuradoria Geral de Justiça foram cumpridas. Só está faltando a juntada da análise bancária”, afirmou .

O chefe da equipe que apura os crimes de corrupção passiva, ativa e associação criminosa durante o processo de cassação do mandato do prefeito Alcides Bernal (PP), em março de 2014, classificou a atitude de ‘conversa de bêbado’.“Não estou entendendo nada. O que me chama a atenção são duas situações: ele não envolveu o nome do ex-governador André Puccinelli em nenhum dos depoimentos, tanto na Polícia Federal, quanto aqui no Gaeco, e, se ele sofreu ameaças antes quem me garante que ele não está sofrendo agora para mudar o depoimento?!”, pontuou.

Durante a entrevista ele conformou que está se desligando do Gaeco, “agradeço enormemente as felicitações e o carinho que tenho recebido, acho que cumpri meu papel, mesmo sem agradar a todos, porque o promotor não tem obrigação de agradar ninguém”, diz. “O que tiver que ser investigado será investigado pelo Gaeco e cabe poder judiciário julgar”, emendou.

Ao lembra do 5 anos na chefia do grupo, Marcos Alex fez questão de desmitificar a sua imagem. “O Gaeco é formado por vários promotores e uma equipe com mais de 20 pessoas que vai continuar apurando os fatos, independentizante de quem esteja a frente dos trabalhos”, resumiu.

Também ressaltou que sai “única e exclamante da chefia do órgão, por questões particulares, preciso descansar, mas sou promotor e logo estarei em outro setor do Ministério Público, servindo a população”, finalizou.

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