Cunha se torna réu pela 2ª vez, agora com Henrique Alves em caso sobre FGTS

eduardo-cunha-e-henrique-alves-e1450176352230 O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da primeira instância da Justiça Federal em Brasília, recebeu denúncia contra o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves. Ambos são denunciados por prática de crimes envolvendo recebimento de propina de empresas interessadas na liberação de verbas do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS).

Também foram denunciados o doleiro Lúcio Funaro, o ex-sócio de Funaro, Alexandre Margotto e o ex-vice-presidente da Caixa, Fábio Cleto. O juiz determinou citação dos réus, que devem apresentar resposta em dez dias. A denúncia tinha sido apresentada pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas com a cassação do mandato de Cunha e sua consequente perda de foro privilegiado, o processo foi remetido à primeira instância.

Cunha enfrente agora o seu segundo processo já como réu, desta vez em outro juizado e Estado diferente – Distrito Federal – Brasília. Já a primeira ação contra o ex-deputado, chegou à 13ª Vara de Curitiba, com o juiz federal Sérgio Moro responsável, pelas ações em primeira instância da Operação Lava Jato. No último dia 13, Moro acatou a denúncia contra o deputado cassado e deu o prazo de dez dias para que o acusado apresente uma resposta. Neste, ele é acusado de receber cerca de R$ 2,4 milhões em propinas para contratos firmados pela Petrobras em Benin, na África e usar contas na Suíça para lava o dinheiro. Por essa denúncia ele é réu pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e falsidade ideológica com fins eleitorais.cucunha

Delação premiada FGTS

O ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Fábio Cleto, disse em depoimento de delação premiada que o então presidente afastado da Câmara dos Deputados, recebia 80% da propina arrecadada entre empresas interessadas na liberação de verbas do FI-FGTS. No início de julho, Cunha já havia negado as acusações. Em nota, ele também desafiou Cleto a prová-las.

Eduardo Cunha está preso na superintendência da Polícia Federal em Curitiba. O juiz federal Sérgio Moro aceitou o pedido feito pela força-tarefa de procuradores da Operação Lava Jato. Dentre os argumentos, os procuradores afirmaram que a liberdade do ex-deputado representava risco às investigações. (Com Agência Brasil)

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