CPI das Vacinas convoca secretário para depor e ‘finalizar’ investigações

Idosos integram o grupo prioritário para ser atendido com a vacinação da gripe na campanha nacional
Idosos que até integram o grupo prioritário dizem ter ficado sem a vacina

A CPI das Vacinas (Comissão Parlamentar de Inquérito), que foi instalada para apurar os sumiço do medicamento em Campo Grande, ainda está em andamento na Câmara dos Vereadores, é pretende finalizar as investigações com a presença do titular da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), Ivandro Fonseca. O secretário de Saúde foi convocado pela Comissão e deverá comparecer à oitiva em 9 de novembro. A CPI foi aberta há quatro meses, em 07 de junho, tendo até que ter sido encerrada, mas na semana passada, teve o prazo estendido e deve finalizar o relatório somente no fim do ano. O sumiço do medicamento rendeu diversas polemicas, como afirmação do secretário e do prefeito Alcides Bernal, sobre menor quantia enviada pelo Instituto Butatan. A entidade rebateu em nota e posteriormente, em depoimento de diretor a CPI, afirmou que erro humano seria causa de ‘sumiço’ de vacinas na Capital.

Os vereadores que integram a CPI das Vacinas decidiram, nesta quarta-feira (26), convocar o secretário Municipal, para a última oitiva dos trabalhos. O depoimento ou pergunta principal será o que norteou a abertura da CPI, que investiga o sumiço de pelo menos 32 mil doses de vacinas contra a H1N1, no inicio do ano. A CPI da Vacina já confrontou dados e investigou denúncias de funcionários da Sesau, mas não chegou a nenhuma previa de conclusão.

Segundo o relator da CPI, o vereador Lívio Viana (PSDB), a ida do secretário à Câmara é um dos pontos que faltava para a conclusão das investigações, até porque afirma que a administração não revelou nada de importante ou esclarecedor minimo para as investigações. “A Prefeitura está deliberadamente não colaborando com os trabalhos. A Sesau teria de enviar o relatório da sindicância aberta por eles mesmo ou oficialmente pelo Município a respeito do suposto sumiço. Mas, o que nos encaminhou, foi um documento da Funesp (Fundação Municipal de Esporte). O que é de interesse eles mandam e o que não é eles não mandam”, apontou o relator.

Dr. Livio Viana, durante entrevista ao Página Brazil. (Foto: Paulo Francis)
Dr. Livio Viana, durante entrevista ao Página Brazil. (Foto: Paulo Francis)

Na semana passada, com o pedido da prorrogação dos trabalhos, o relator disse que encontrou dificuldades para concluir se as doses de fato sumiram ou apontar responsáveis. “Isto porque, os documentos apresentados até então apresentam fragilidades no controle da Prefeitura. Assim, com prazo de conclusão para 120 dias, a CPI que investiga o sumiço de 32 mil doses de vacina contra a gripe H1N1, ficou emperrada na análise dos dados enviados pela Prefeitura à Câmara, tanto que o tempo para conclusão do relatório final foi prorrogado por mais 45 dias”, alegou Viana.

Decisão de ontem

Em reunião realizada na tarde de ontem, os parlamentares ainda aprovaram dois ofícios. O primeiro, de nº 27/2016, solicita cópia dos trabalhos realizados pela sindicância feita pela Sesau para apurar o sumiço das vacinas contra o vírus Influenza. A CPI já havia solicitado esta documentação, no entanto, a Prefeitura encaminhou papeis da Funesp, que nada tinham a ver com a Comissão.

O outro ofício aprovado, o de nº 28/2016, foi encaminhado ao diretor do INCQS (Instituto Nacional de Controle de Qualidade da Saúde), Eduardo Chaves Leal. Nele, os parlamentares solicitam cópia do laudo pericial feito nos lotes encaminhados a Campo Grande para saber a quantidade de doses que chegaram.

A CPI é composta pelos vereadores Alex do PT (presidente), Dr. Lívio (relator), Vanderlei Cabeludo, Chiquinho Telles e Engenheiro Edson.

 

Comentários

comentários