CPI da JBS prevê gastos de R$ 30 mil por mês

Criada na Assembleia Legislativa para apurar o suposto esquema de pagamento de propina em troca de benefícios fiscais em Mato Grosso do Sul, delatado pelos donos do Grupo JBS, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Irregularidades Fiscais e Tributárias do Estado de MS deve custar cerca de R$ 30 mil mensais.

Prsidente da CPI, Paulo Corrêa conversando com Felipe Orro e Paulo Siufi – Foto: Victor Chileno/ALMS

A comissão terá gastos com advogado processualista e possíveis horas extras de deputados estaduais. “Teve CPI nessa Casa que durou até meia noite. Se isso acontecer, parlamentares terão direito a hora extra”, disse o presidente da comissão que apura possíveis irregularidades do Governo do Estado, Paulo Corrêa (PR).

Os cinco deputados que integram os trabalhos já encaminharam ao governo estadual e à própria JBS requerimentos sobre os TAREs (Termos de Ajuste de Regime Especial), bem como comprovação da empresa das contrapartidas aos benefícios recebidos.

Amanhã termina o prazo para a Secretaria de Fazenda (Sefaz) encaminhar os Tares e o prazo dado à JBS. “Protocolamos os pedidos na sexta-feira. São cinco dias úteis. Eles estão dentro do prazo”, disse Corrêa.

O secretário estadual de fazenda, Marcio Monteiro (PSDB) fará entrega, disse Corrêa, na manhã (9h) desta quarta-feira (28) de todos os documentos digitalizados que foram solicitados pela CPI. Cada TARE tem pelo menos 300 notas fiscais. Os integrantes da comissão terão que assinar um termo confidencialidade para evitar vazamento de informações.

Alguns dos termos estão sob segredo, e o presidente da CPI já adiantou que os deputados vão pedir à Justiça a quebra do sigilo fiscal da relação entre JBS e governo estadual, desde 2010 até 2017.

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