Corpo de pedófilo é encontrado dentro de mala às margens de lago

Local onde a mala foi encontrada (Foto: Divulgação/G1)
Local onde a mala foi encontrada (Foto: Divulgação/G1)

O corpo encontrado dentro de uma mala boiando às margens do Lago Paranoá, no Setor de Clubes Sul, em Brasília, nesta quinta-feira (27), é de um homem de 39 anos que foi condenado por pedofilia e estava em liberdade provisória desde 2011, informou a Polícia Civil.

A vítima é Ivonilson Menezes da Cunha. Segundo o delegado Miguel Lucena, chefe da Comunicação da Polícia Civil, ele tinha o apelido de “Gato de Botas”, uma denominação comum para estelionatários. “Quem cometeu esse crime quis que ele fosse identificado, ao colocar os documentos dentro da mala”, afirmou o delegado.

A área foi isolada por policiais (Foto: Divulgação/G1)
A área foi isolada por policiais (Foto: Divulgação/G1)

De acordo com a Polícia Militar, o corpo tinha hematomas acima das nádegas. Ele estava com os pés atados por um pedaço de pano. A perícia encontrou camisinhas e uma carteira de identidade na mala.

Ele estava vestido com uma blusa preta e um short verde. O soldado Marcelo Matias disse que a vítima estava em posição fetal e não apresentava sinais de esquartejamento. A ausência de cheiro forte também indica que a morte é recente, afirmou.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para que sejam apuradas as circunstâncias da morte. A Polícia Civil chegou ao local por volta de 11h30 e declarou que não havia como definir o local onde a mala foi deixada porque ela pode ter sido arrastada pelas ondas do lago. A corporação disse que vai pedir imagens do circuito de segurança de estabelecimentos à beira do lago.

“Viram a mala boiando e acharam que era uma coisa caída de uma embarcação. Quando puxaram, viram isso”, afirmou o frequentador de uma academia vizinha ao local, que preferiu não se identificar.

Um dos funcionários do restaurante que nadavam na região deve ser uma das primeiras pessoas a serem ouvidas. Ao G1, ele disse que se assustou ao puxar a mala. “Assim que eu vi o que tinha, eu larguei”, afirmou o atendente Carlos Marques Santos. Ele relatou que costuma tomar banho no lago três vezes por semana, no intervalo do expediente.

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