Coreia do Norte diz que mais sanções vão estimular novos planos nucleares

Do G1

Foto de suposto míssil intercontinental divulgada em julho pelo Governo da Coreia Foto AP

Quanto mais sanções os Estados Unidos e seus aliados impuserem contra a Coreia do Norte, mais rápido Pyongyang se moverá para completar seus planos nucleares, afirmou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, nesta segunda-feira (18), segundo a agência de notícias estatal norte-coreana, a KCNA.

As sanções mais recentes impostas pelo Conselho de Segurança da ONU representam “o mais cruel, antitético e desumano ato de hostilidade para exterminar fisicamente a população da Coreia do Norte, em especial seu sistema e governo”, disse o porta-voz, de acordo com a KCNA.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade uma resolução elaborada pelos Estados Unidos na semana passada autorizando novas sanções mais rígidas contra Pyongyang, que incluem a proibição das exportações de produtos têxteis do país e limitando as importações de petróleo.

Opções esgotadas

A embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Nikki Haley, disse neste domingo (17) que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) esgotou suas opções na contenção do programa nuclear da Coreia do Norte. Ela ainda afirmou que os EUA podem ter que entregar o assunto ao Pentágono.

“Nós esgotamos todas as coisas que poderíamos fazer no Conselho de Segurança neste momento”, disse Haley ao “State of the Union” da CNN, acrescentando que estava perfeitamente feliz em entregar o assunto ao secretário de Defesa, James Mattis.

“Estamos tentando todas as outras possibilidades que temos, mas há muitas opções militares na mesa”, acrescentou.

No sábado (16), o líder norte-coreano Kim Jong Un afirmou que o objetivo do país de desenvolver sua força nuclear “está quase concluído”, segundo a agência de notícias estatal KCNA, citada pela Reuters.

A Coreia do Norte pretende alcançar um “equilíbrio” de força militar com os Estados Unidos, que indicaram que sua paciência para diplomacia está acabando após Pyongyang disparar um míssil cruzando o Japão pela 2ª vez em menos de um mês.

“Nosso objetivo é estabelecer o equilíbrio da força real com os EUA e fazer com que os governantes norte-americanos não se atrevam a falar sobre uma opção militar”, disse Kim Jong Un.

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