Consumo exagerado está ligado a problemas psicológicos, diz especialista

A psicóloga esteve no estúdio do Página Brazil para falar sobre Persona (Foto: Elivelton Almeida)
Psicóloga explica a “Persona no mundo do consumismo” (Foto: Elivelton Almeida)

Nos dias de hoje, muitas pessoas sofrem com o problema do consumo excessivo. Embora não precisem do produto, elas compram na maioria das vezes, para preencher um vazio existencial. Na tarde desta quarta-feira (5), a equipe do Página Brazil conversou com a psicóloga Caroline da Silva dos Santos, especialista em Psicoterapia Psicanalítica, que falou sobre a Persona. Essa face social é criada pelo indivíduo, que apresenta ao mundo uma espécie de máscara, produzindo impressões de outras pessoas para si.

Mas o que isso tem a ver com o consumo exagerado?

Para a especialista, a busca desenfreada pela aquisição de bens, é uma tentativa de preencher um vazio existencial. Esse ‘preenchimento’ implica em vários fatores na vida da pessoa consumista. “O trabalho exaustivo é necessário para manter um padrão de vida além do que estas pessoas possam alcançar”, diz Caroline.

De acordo com a psicóloga, o estresse diário faz com que as pessoas dependam de antidepressivos e demais drogas. Ela acredita que o consumismo é um “entorpecente” mais sutil e aceitável, daí o consumo exagerado.

Caroline afirma ainda que as frustrações vistas como inconvenientes para a sociedade, são eliminadas por este consumo. “Consumir elimina momentaneamente as frustrações que são vistas como inconvenientes para a harmonia pública”, explica a profissional.

Confira a entrevista 

Persona Consumista

A especialista diz que este estado deixa a pessoa submissa à publicidade, seria uma espécie de consumo que mantém a sensação de pertencimento a um determinado grupo que segue os padrões impostos pela “moda”.

Sensação de prazer

Jean Rocha, 25 anos, explica que o prazer em comprar alivia suas tristezas. “Eu me sinto bem comprando, quando estou triste vou em alguma loja e saio mais feliz”, conta.

Embora muitas pessoas compram por status, Jean diz não se deixar levar por esse lado social, mas afirma seguir o modismo. “Compro porque ta na moda, gosto de lançamentos, às vezes compro algo que não uso e me arrependo”, confessa.

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