‘Como, bebo, fumo e cheiro maconha’, declara Morgan Freeman

Astro de Hollywood quer legalização e revelou que substância é única coisa que o ajuda a aliviar a dor após acidente de carro

Estados Unidos – O ator Morgan Freeman contou em uma entrevista ao Daily Beast nesta terça-feira que é usuário de maconha e que a erva o ajuda a aliviar uma dor crônica que sente no braço esquerdo por causa de um acidente de carro que sofreu em 1997. “Como eu uso? Do jeito que vier! Eu vou comer, beber, fumar ou cheirar!”, declarou. O ganhador do Oscar defende a legalização da substância e afirma que o efeito da maconha o faz superar a dor a causada pela fibromialgia (síndrome que provoca dores por todo o corpo por longos períodos).

“(Antigamente) Costumavam dizer: Você fuma isso, garoto, você fica viciado”, disse Freeman. “Minha primeira esposa me apresentou anos atrás. “Esse movimento vem a longo prazo e está ganhando pernas — pernas maiores”, completou, ressaltando o uso medicinal da maconha, ao contrário do álcool.

Morgan Freeman destacou descoberta do uso da maconha para aliviar convulsões em crianças Foto: Reuters
Morgan Freeman destacou descoberta do uso da maconha para aliviar convulsões em crianças Foto: Reuters

Em 1997, o astro de 77 anos passava por uma estrada do Mississipi quando a Nissan que dirigia saiu da estrada e capotou diversas vezes. O braço esquerdo do ator foi esmagado e parte de seus nervos destruídos, sendo necessária uma cirurgia de quatro horas para reconstituição, segundo a reportagem. Morgan Freeman ainda não recuperou completamente o uso da mão esquerda e usa uma luva de compressão para prevenir o acúmulo de sangue.

“A maconha tem muitas utilidades. Tenho fibromialgia neste braço (esquerdo) e a única coisa que alivia é a maconha”, disse. “Muito têm se falado a respeito das crianças que têm convulsões, e eles descobriram maconha ajuda a diminuir isso, aumentando a qualidade de vida dessas crianças. Para mim, é isso que diz ‘Legalize sem fronteiras'”,completou.

Quando questionado sobre os efeitos negativos da substância, o militante pela legalização da maconha diz que “basta olhar para Woodstock de 1969”. “Disseram: Não vamos perturbá-los ou falar nada sobre fumar maconha. E não ocorreu nenhum problema ou briga”, disse. “Aí, olha o que aconteceu em 99”, continua, ele, em referência a versão comemorativa e “careta” pelos 30 anos do festival, que terminou em prisões e motins.

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