Comissão de Ética descarta afastamento de Luiza Ribeiro por declarações ao MPE

A Comissão de Ética da Câmara Municipal descartou a possibilidade de afastar a vereadora Luiza Ribeiro (PPS). Ela está sendo investigada por possível quebra de decoro parlamentar por causa de declarações polêmicas realizadas durante depoimento que prestou ao Ministério Público Estadual.

Luiza foi duramente criticada e alvo de ação dos colegas por conta das declarações da parlamentar ao MPE
Luiza foi duramente criticada e alvo de ação dos colegas por conta das declarações da parlamentar ao MPE

O vereador João Rocha, presidente da Comissão de Ética, declarou que com a apresentação da denúncia, o processo seguirá todos os trâmites necessários, como ampla defesa e contraditório, assim como está sendo assegurado aos demais parlamentares que também estão sendo analisados pela Comissão de Ética, no entanto, não existe possibilidade de afastamento.

“O processo vai ser longo. Vale destacar que nenhum vereador pediu o afastamento da vereadora e por isso já descartamos essa possibilidade. Sempre respeitamos seu comportamento como parlamentar dentro e fora do Plenário, porque prezamos pela liberdade de expressão. A cassação é a última instância de penalidade a ser aplicada, mas isso nunca aconteceu na Câmara Municipal”, disse.

O depoimento de Luiza Ribeiro ao MPE foi gravado em vídeo que, deveria ser sigiloso em razão do processo da Lama Asfáltica tramitar em segredo de justiça, vazou à imprensa e tornou as declarações públicas. O que levou muitos parlamentares a criticarem duramente e inclusive cobraram punição da Comissão de Ética pelas declarações, sem provas, ao MPE no âmbito da operação Lama Asfáltica.

O pedido de investigação foi protocolado pelo vereador Carlão (PSB). Em sua defesa, Luiza explicou que o suposto ‘mensalinho’ recebido por vereadores da oposição foi citado como uma teoria e não uma verdade concreta. Apesar da repercussão, ela acredita que conseguirá ‘enterrar’ de uma vez por todas a iniciativa, já que esta seria a primeira vez que um parlamentar responderia a um processo ético após denúncia de colega.

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