Comissão de Ética analisa material da Operação Coffee Break

Vereador João Rocha (PSDB), presidente da comissão de ética da Câmara
Vereador João Rocha (PSDB), presidente da comissão de ética da Câmara

Em entrevista ao portal Página Brazil, o vereador Professor João Rocha (PSDB) – presidente da comissão processante que avalia a possibilidade de cassar o mandato do prefeito afastado, Gilmar Olarte (PP), que também acumula o papel de presidente da recém-criada comissão permanente de ética da Câmara – informou que esteve reunido durante a manhã desta segunda-feira (21), com o relator da comissão processante, vereador Paulo Siufi (PMDB).

Eles preparam um requerimento a ser protocolado junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), solicitando o compartilhamento de informações do processo criminal que tramita naquela corte contra o prefeito afastado Gilmar Olarte (PP), por denúncias de prática de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, geradas a partir de investigações realizadas pelo Grupo Especial de Atuação Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPE). Os trabalhos da comissão processante têm até o dia 15 de novembro para serem concluídos.

Comissão de Ética – Paralelamente aos trabalhos da comissão processante, continuam na Câmara Municipal de Campo Grande os trabalhos da recém-criada Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Casa. Além do vereador João Rocha, como presidente, a comissão conta com a participação dos vereadores Chiquinho Telles (vice) e Ayrton Araújo do PT e Herculano Borges e Vanderlei Cabeludo.

Nesta segunda-feira a comissão recebe e passa a analisar o processo autuado pela Procuradoria Jurídica da Casa, elaborado a partir dos documentos da Operação Coffee Break, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), Ministério Público Estadual (MPE). As informações – que já fundamentaram decisão do TJMS que afastou ao prefeito Gilmar Olarte, e ao presidente da Câmara Municipal, Mário César (PMDB) -, fazem parte de um relatório com centenas de páginas entregue pelo MPE à Câmara Municipal, que sugere a abertura de um processo de cassação do mandato de oito vereadores investigados pela Coffee Break, por quebra de decoro parlamentar.

O relatório aponta indícios de envolvimento de oito vereadores em um esquema de corrupção: a venda de votos no processo que afastou o prefeito Alcides Bernal (PP) em março de 2014. Além do presidente afastado da Câmara, Mário César (PMDB), a operação avalia as informações do Gaeco que implicam os vereadores Airton Saraiva (DEM), Carlão (PSB) e Chocolate (PP); Edil Albuquerque (PMDB), Edson Shimabukuro (PTB) e Gilmar da Cruz (PRB); Jamal Salem (PR) e Paulo Siufi (PMDB).

Também estão sobre investigação, mas não foram inicialmente citados no relatório do Gaeco, os vereadores Eduardo Romero (PTdoB); o presidente interino da Câmara, Flávio César (PTdoB) e Otávio Trad (PTdoB), que tiveram celulares apreendidos pelo Gaeco. A análise dos documentos ainda não tem prazo para ser concluída.

Depois da análise, a comissão deve sinalizar qual será o desenrolar do caso: a abertura de uma comissão processante para a cassação dos mandatos ou o arquivamento do caso.

Silvio Ferreira

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