Comissão aprova criação da CPI dos Fantasmas na Assembleia

A CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação) emitiu parecer favorável à tramitação do Requerimento 338/16, que institui uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar denúncias de prática de nepotismo e de existência de servidores ‘fantasmas’ lotados nos gabinetes parlamentares ou em qualquer diretoria, secretaria ou qualquer outro órgão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

A reunião da CCJR aconteceu durante a manhã desta terça-feira Foto Victor Chileno
A reunião da CCJR aconteceu durante a manhã desta terça-feira Foto Victor Chileno

A CPI foi proposta por Marquinhos Trad (PSD) no mês passado após ter sido acusado durante a campanha eleitoral pela prefeitura de Campo Grande, de receber da Casa, mesmo estando morando no Rio de Janeiro, onde cursava faculdade na década de 1980.

O parlamentar foi nomeado no gabinete do seu pai, Fábio Trad, na época em que atuava no Legislativo sul-mato-grossense.

A medida foi assinada também pelos deputados Amarildo Cruz (PT), João Grandão (PT), Pedro Kemp (PT), Cabo Almi (PT), Zé Teixeira (DEM), Beto Pereira (PSDB), Lídio Lopes (PEN), Coronel David (PSC), Professor Rinaldo (PSDB), Renato Câmara (PMDB) e Marcio Fernandes (PMDB).

Membro da CCJR, Renato Câmara fez questão de ressaltar que o parecer é de natureza meramente opinativa, uma vez que o poder discricionário e decisório é do presidente da Casa de Leis, deputado Junior Mochi (PMDB).

“Externo a preocupação ligada à ausência de fato determinado a ser investigado, capaz de justificar os gastos públicos para os trabalhos da CPI e à ausência de imparcialidade dos membros da futura comissão, uma vez que serão obrigados a investigarem os próprios funcionários”, afirmou Câmara após a aprovação da Comissão.

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