Combo! Liderança nas eliminatórias e subir no ranking da FIFA custa uma vitória; Neymar não está incluso

Pela primeira vez sem Neymar, seleção enfrenta a Venezuela nesta terça-feira. e superar o desfalque e vencer pela quarta vez, o técnico poderá colocar o país na vice-liderança do ranking da Fifa, sua melhor posição em mais de seis anos e de bandeja liderar as eliminatórias para copa do mundo. Invicto e com 100% de aproveitamento, Tite comandará a seleção  em mais um confronto e diz que não existe “neymardependência”.

Tite durante a coletiva de imprensa antes de Venezuela x Brasil (Foto: ESPN)
Tite durante a coletiva de imprensa antes de Venezuela x Brasil (Foto: ESPN)

A vitória, sozinha, não basta, já que o Brasil depende também dos resultados de Alemanha e Colômbia para subir do quarto para o segundo lugar da lista da entidade máxima do futebol. Um triunfo simples, porém, já é suficiente para colocar os pentacampeões mundiais a frente da Bélgica, algo que não acontece desde junho de 2014.

Se passar pela Venezuela, lanterna das eliminatórias sul-americanas, o Brasil chegará a 1410 pontos no ranking da Fifa. Os belgas, que venceram Gibraltar por 6 a 0 nesta segunda-feira e são atuais vice-líderes da lista, já fizeram seus dois jogos que contarão pontos para a próxima atualização e chegarão apenas a 1382 em outubro.

Alemanha e Colômbia, porém, podem superar a pontuação brasileira, em caso de vitórias, sobre Irlanda do Norte e Uruguai, respectivamente. Nesse cenário, os atuais campeões mundiais chegariam a 1465 pontos; e os colombianos, a 1425. Qualquer outro resultado nos dois jogos e vitória sobre a Venezuela dará a vice-liderança ao Brasil.

Atualmente no quarto lugar do ranking, em posição dividida com a Colômbia, a seleção brasileira não sabe o que é figurar entre os dois líderes desde maio de 2010, quando liderou pela última vez – em outubro, a liderança é inalcançável para a equipe de Tite, já que a Argentina, mesmo se perder para o Paraguai, não ficará com menos de 1621 pontos.

DOMINANDO A AMÉRICA

Se não para o ranking da Fifa, uma vitória da Colômbia também pode ajudar o Brasil. Atual segundo colocado nas eliminatórias sul-americanas, o time verde e amarelo pode assumir a liderança com um tropeço uruguaio e vitória sobre a Venezuela. A seleção celeste lidera com um ponto de vantagem, com 19 contra 18 da equipe de Tite.

tabela

O cenário, inclusive, parecia distante quando o técnico gaúcho assumiu. Com ele no banco de reservas, porém, a seleção venceu as três partidas que disputou, marcou dez gols, sofreu apenas um e saiu do sexto para o segundo lugar. Agora, embora diante da pior equipe das eliminatórias, terá que superar o desfalque de Neymar, suspenso.

No lugar do astro do Barcelona, jogará Willian, que atuará no lado direito do ataque, invertendo a posição de Philippe Coutinho, deslocado para a esquerda, onde costuma atuar no Liverpool. Outra mudança acontece no meio-campo, com Paulinho retornando de suspensão e assumindo a vaga que foi de Giuliano na goleada sobre a Bolívia.

QUE PEGADA!!

O que Marcos, Dida e Julio César têm em comum? Essa é fácil. São os três goleiros titulares da seleção brasileira nas Copas do Mundo deste século 21. Marcos foi pentacampeão em 2002, Dida esteve em 2006, e Julio César nas últimas duas, 2010 e 2014. Até por questão lógica, são os jogadores da posição com maior sequência de jogos nesse período.

Alisson sofre marcação de Roberto Firmino durante treino da seleção brasileira (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)
Alisson sofre marcação de Roberto Firmino durante treino da seleção brasileira (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Mas a turma de notáveis vai ganhar um “intruso”: Alisson, que enfrenta nesta terça-feira a Venezuela, em Mérida, às 21h30 (horário de Brasília), e completará um ano como titular justamente frente ao rival de sua estreia.

O goleiro, que trocou o Internacional pela Roma no meio deste ano, completou 12 partidas consecutivas na meta brasileira. Fará nesta terça a 13ª. Seus números já o colocam naquele seleto grupo de goleiros que defenderam o Brasil em Mundiais. Um alento, certamente, mas Alisson tem um desafio: jogar mais em seu clube para continuar atuando na Seleção.

Alisson estreou em 13 de outubro do ano passado, numa das decisões mais polêmicas de Dunga no cargo: a saída de Jefferson após a derrota por 2 a 0 no Chile, na primeira rodada das eliminatórias. O jovem, então com 22 anos, entrou e não saiu mais. Disputou todas as partidas do torneio, a Copa América Centenário e o amistoso da véspera, e foi mantido por Tite.

Uma das razões foi a permanência de Taffarel, preparador de goleiros de Dunga, na atual comissão técnica. Ele é fã declarado de Alisson.

O tetracampeão do mundo tem acompanhado treinos do pupilo. Até porque os jogos têm sido raros. De 12 vezes em que foi relacionado pela Roma, seu novo clube, Alisson ficou oito vezes no banco de reservas, e foi titular em apenas quatro (sofreu três gols). O polonês Szczesny tem sido titular mais frequentemente.

 

FICHA TÉCNICA
VENEZUELA X BRASIL

Local: Estádio Metropolitano de Mérida, em Mérida (Venezuela)
Data: 11 de outubro de 2016 (Terça-feira)
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Víctor Carrillo (Peru)
Assistentes: Jonny Bossio (Peru) e Raúl Cruz (Peru)

VENEZUELA: Daniel Hernández, Roberto Rosales, Wilker Ángel, José Manuel Velázquez e Mikel Villanueva; Tomás Rincón, Arquímedes Figuera, Adalberto Peñaranda, Juan Pablo Añor e Alejandro Guerra; Salomón Rondón. Técnico: Rafael Dudame

BRASIL: Alisson, Daniel Alves, Marquinhos, Miranda e Filipe Luis; Fernandinho, Paulinho, Renato Augusto, Willian e Philippe Coutinho; Gabriel Jesus. Técnico: Tite

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