Combate a dengue é um dos motivos de jornada de 8 horas, afirma Bernal

A Prefeitura de Campo Grande suspendeu, por meio de um decreto, publicado nesta sexta-feira (8), no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande), outro dispositivo que estabelecia jornada de 6 horas para os servidores públicos municipais. Anteriormente, a carga era de oito horas.

Prefeito afirma carga horária de 8 horas será provisória.
Prefeito afirma carga horária de 8 horas será provisória.

O combate ao mosquito Aedes aegypiti é um dos motivos citados pelo prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), para tal medida. Durante agenda pública, nesta manhã, Bernal ainda cita que a medida é provisória, valendo somente até abril deste ano. Ele afirma que o decreto é uma forma de “melhorar o serviço público e otimizar o trabalho, principalmente dos agentes de saúde, que vão intensificar o combate ao mosquito”.

Com a nova caraga horária, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) implementará uma série de ações que visam desafogar os atendimentos das Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e Centros Regionais de Saúde (CRS), sobrecarregadas de pacientes nesse período em que se enfrenta uma epidemia de Dengue, Chikungunya e Zica Vírus.

A partir da próxima segunda-feira (11), seis Unidades Básicas de Saúde terão seus horários de atendimento estendidos e atenderão das 7h às 21 horas para receber pacientes com suspeita de Dengue, Chikungunya ou Zica, desafogando as UPAs e CRSs. São elas a UBS Aero Rancho – Dr. João Pereira da Rosa, na avenida Rachel de Queiroz s/n; UBS Guanandy – Dona Neta, rua Cora s/n; UBS Coophavilla – Dr. Alfredo Neder, rua dos Recifes s/n; UBS Albino Coimbra – Bairro Santa Carmélia, rua Terlita Garcia s/n; UBS Coronel Antonino, rua Dr. Meirele s/n; e UBS Tiradentes – Dr. Antônio Pereira, avenida José Vieira Nogueira s/n.

Com a retomada deste tipo de atendimento, que obteve sucesso no combate à epidemia de Dengue enfrentada em 2013 e, posteriormente, foi desativada pela gestão anterior, os pacientes com suspeita de dengue poderão se dirigir às UPAs, CRSs ou qualquer dessas UBS. Estas unidades passarão por adequações físicas para oferecimento de leitos de atendimento e hidratação e reforço na escala de médicos, enfermeiros, técnicos, pessoal administrativo e contará com um assistente social. O procedimento será o mesmo das outras unidades: o paciente será atendido, colhido sangue para exames, medicado, podendo ou não ser hidratado por via venosa e fará todos os retornos de avaliação

Segundo o secretário de saúde, Ivandro Corrêa Fonseca, esta medida terá impacto imediato e positivo na redução de atendimentos dos UPAs e CRSs e tempo de aguardo para atendimento menor, dando opções de acessibilidade beneficiando os usuários do sistema público de saúde.

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