Com paralisação de professores 16 mil alunos da UFMS ficam sem aula

Cerca de 1.300 professores de 11 campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) participam da paralisação nacional das universidades federais nesta sexta-feira (29). Os docentes reivindicam reajuste salarial de 27% para repor perdas inflacionárias, melhorias das condições de trabalho, reestruturação de carreira e contra o corte de mais de 9 bilhões de reais da educação.

O professor Dr. em Filosofia e presidente da Associação de Docentes da UFMS (ADUFMS), José Carlos da Silva, explica que não é lógica a estruturação de carreira atual, uma vez que um professor que trabalha em regime de 20 horas ganha R$2.020,00, enquanto um que trabalha 40 horas ganha R$2.840,00, “Além disso queremos melhorias das condições de trabalho porque somos cobrados por produtividade, mas estamos sobrecarregados com hora aula e isso prejudica as atividades de ensino, extensão, pesquisa e atividades administrativas”.

O presidente explica ainda que o corte de 35% da educação dificulta o funcionamento da instituição porque afeta as políticas de assistência estudantil, como as bolsas permanência e a infraestrutura da própria universidade que não pode efetuar o pagamento de funcionários terceirizados.

A partir das 8h00 de amanhã, os professores devem se reunir em frente ao Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS) da universidade para decidirem se haverá manifestação. Silva afirma que a mobilização tem obtido uma boa adesão e tem recebido apoio dos acadêmicos.

Cerca de 16 mil alunos ficarão sem aulas. A última greve ocorreu em 2012 e teve duração de três meses.

Luana Campos

 

 

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