Com eterno candidato, PSTU também concorrerá a prefeitura da Capital

suelO partido ultra-esquerdista ou o único que ainda sobrevive na radicalidade extrema, o PSTU, também estará presente na eleição 2016 na Capital, onde lançará seu eterno candidato Suél Ferranti,  a prefeitura de Campo Grande. Com o slogan que sempre marca a sigla, “contra burguês, vote 16”, o servidor público federal Suél deve ter a candidatura a prefeito homologada em convenção no dia 30 de junho, marcando sua participação pela quarta vez da corrida pelo Paço Municipal. A legenda, desta vez quase foi fazer uma coligação inédita, mas acabou na logica de sai com chapa pura. Para ser o vice, o escolhido é o filiado porteiro Valdemir Cassimiro Souza, que compõem a chapa que pretende, ainda, lançar de três a quatro candidatos a vereador.

Suél comenta que até foram ouvir e poderiam participar da chamada frente de esquerda, que o PT, PCdoB e PDT estavam ou estão ainda em projeção de construir. Contudo, o PSTU não viu diferença e fez seu projeto caminhar para ser oficializado diante do insucesso para a composição da suposta frente com outros partidos da Capital, que ainda teria também o PSOL, o outro esquerdista com radicalização moderada em nível nacional e quase inexistente na Capital. “Hoje, na base real, se não for o PSTU para trabalhar pela classe trabalhadora, colocar somente os interesses do trabalhador, ninguém fará”, disse.

O trabalhista rebate o que chamam de a “legenda radical” por conta das teses de centralismo democrático e alinhadas ao socialismo. Ele aponta que isto é posicionamento em defesa de classe e mesmo em assuntos que é ou deveria ser de interesse de toda a população, que é atingida direta ou indiretamente. “Essa critica de alcunha de xiita por conta da defesa de temas como saúde e educação e o poder do Estado sobre a atividade econômica, deveria ser melhor analisada e esclarecida. Defendemos pontos primordial para uma nação”, aponta.

Suél avalia ainda que sempre trouxe críticas ao capitalismo, que hoje se consolidam, em temas e dados abordado há duas décadas, quando disputou a prefeitura pela primeira vez. “Disse que vinha uma crise cíclica do capitalismo. Riram. Hoje, 20 anos depois,  a crise está chegando aqui, além da forma política que levaram ou criaram no País… é impossível desvincular as pautas políticas do cenário macroeconômico mundial, haja vista que os efeitos do que for tomado nessa esfera. O resultado é que vamos sofrer as mazelas, não tem como desvincular”, avalia.

Sem ser radical? Mas partido quer ‘ruptura’

Contudo, as propostas do PSTU para as eleições deste ano, como em geral, em todos os anos e esferas, incluem uma ruptura com regras estabelecidas legalmente, inclusive na Constituição Federal, como a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).  “Isto só garante o deficit primário para pagar juros interno e externo das contas públicas” ou da prioridade para micros e pequenos empresários nas políticas econômicas, “que são quem verdadeiramente geram emprego”.

No campo local, ele coloca a Câmara Municipal em segundo plano, defendendo que as decisões do Executivo sejam tomadas após deliberações de conselhos populares e regional “compostos por ferramentas de defesa das classes trabalhadoras” –como sindicatos e associações.

 

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