Com crucifixos e santos, manifestantes pró-lei da mordaça querem empoderar alunos e garantir família

f703ff03-24d9-4732-a46c-ce59710afcd1A ‘Lei da Mordaça’, que vem sendo combatida por movimentos sociais e da Educação, fez hoje reagir os membros em Campo Grande do movimento nacional ‘Escola Sem Partido’, para garantir a efetivação da Lei, que conseguiram aprovar na última quinta-feira (31), na Câmara Municipal da Capital, via projeto de lei n. 8.262/16, de autoria do vereador Paulo Siufi. Com crucifixos e santos, manifestantes pró-lei da mordaça foram até ao Legislativo, nesta quinta-feira (7), para defender a nova legislação que apontam empoderar alunos e garantir a família seu ‘poder’ de repassar ou ensinar os preceitos ou doutrinas que quiser.

6a82e098-22cc-401a-83c4-7ccc0d5e142cCom seus símbolos religiosos, como em uma cruzada, os participantes foram defender a manutenção da Lei, aprovada há uma semana e que vem se espalhando pelo país e já sendo estabelecida, em alguns municípios do Brasil. O plenário da Câmara contou com muitos ativistas, que carregavam crucifixos de parede, imagens de Jesus Cristo e de Nossa Senhora, e outros aparatos religiosos, para pressionar os Parlamentares a continuarem apoiando o Projeto apresentado na Casa. O PL, que aprovou em tempo recorde, agora aguarda posição do prefeito Alcides Bernal, para sua sanção e pratica, ou mais provável veto, como já foi anunciado pelo chefe do executivo. Após, os parlamentares ainda tem o poder de derrubar ou manter o veto.

O vice-presidente do movimento Escola sem partido, Marcos Pollon, que é professor e advogado aponta que a lei somente empodera os alunos e os pais, e não quer impedir nada ou prejudicar os profissionais.

f149436c-8ca4-4e2c-95b5-0a4ea5ee31ef“É uma lei muito simples, que pode ser explicada em uma ou duas laudas, pede apenas a implantação de cartazes, apontando direitos dos estudantes e dos pais que já estão garantidos na Constituição. A Lei só reafirma isto e divulga direitos que já existem. É preciso que os alunos tenham empoderamento de seus direitos. Espero que assim como a Lei Maria da Penha deu empoderamento às mulheres, essa lei empodere alunos e pais, contra um desvirtuamente da escola. Hoje há e poderá continuar a discussão política e de gênero que é permitida, mas desde que não se force nenhuma ideologia. É isto que a Lei preconiza”, apontou Pollon.

Matéria: Lúcio Borges

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