Climão entre Cerveró e agentes da PF suspende benefícios de presos da Lava Jato no PR

Conhecido pelos companheiros pelas oscilações de humor, o ex-diretor da área de Internacional da Petrobras Nestor Cerveró criou um clima de tensão na semana passada na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba (PR).

O ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró chega ao aeroporto Afonso Pena, em Curitiba (PR), depois de ter passado dez dias no Rio de Janeiro, em razão do indulto de Natal(Vagner Rosário/VEJA.com)
O ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró chega ao aeroporto Afonso Pena, em Curitiba (PR), depois de ter passado dez dias no Rio de Janeiro, em razão do indulto de Natal(Vagner Rosário/VEJA.com)

Segundo o jornal Folha de S. Paulo desta quarta-feira, os outros presos da Lava Jato do local passaram a se incomodar ainda mais com a presença do delator depois que foram suspensos de tomar banho de sol e de ter conversas reservadas com os advogados após uma atitude de Cerveró.

Tudo porque durante uma discussão, ele apontou o dedo em riste no rosto de um dos funcionários da prisão, reclamando do atraso no início do banho de sol e pedindo para ter acesso a regalias, como um frigobar na cela.

Como resposta, ele ouviu de um policial que era um preso comum, como um traficante ou contrabandista. Para o ex-diretor, a punição pelo episódio foi maior: ficou dois dias sem banho de sol. Ele ainda passou a ficar sozinho na cela, que antes dividia com o pecuarista e amigo do ex-presidente Lula José Carlos Bumlai.

A relação de Cerveró com os demais detidos no âmbito do petrolão vem piorando desde o início de janeiro, quando ele voltou de uma temporada de dez dias em Itaipava (RJ), que foi negociada com a Procuradoria-Geral da República. Desde então ele é acusado de prepotente

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