Citados por Saraiva, negam participação em esquema para cassar Bernal

O vereador Waldeci Batista Nunes, o Chocolate (PP) , negou categoricamente que tenha “participado de qualquer reunião com o ex-governador André Puccinelli (PMDB)”. “Eu sequer sei onde o governador mora”, declarou.

Em depoimento ao Gaeco, o vereador Aírton Saraiva teria informado a realização de uma série de reuniões para tratar da cassação de Alcides Bernal: nas primeiras reuniões, realizadas na casa do ex-governador André Puccinelli (PMDB), teriam participado os vereadores Waldeci Batista Nunes (o Chocolate) (PP), e Gilmar da Cruz (PRB). Os vereadores teriam recebido do então governador de Mato Grosso do Sul, a promessa de receber os vereadores em outros partidos, caso votassem pela cassação de Bernal.

Uma segunda série de reuniões teriam sido realizadas nas residências de Saraiva e dos vereadores Vanderlei Cabeludo (PMDB) e João Rocha (PSDB) – atual presidente da Comissão de Ética criada pela Câmara justamente para apurar a possível quebra do decoro parlamentar dos vereadores investigados na Operação Coffee Break, do Gaeco, por suposto envolvimento no esquema de compra de votos para a cassação de Bernal.

Questionado se estaria disposto a participar de uma eventual acariação no Gaeco, com o vereador Airton Saraiva (DEM), Chocolate foi evasivo e afirmou que “Saraiva provavelmente se equivocou” e ainda que a sua defesa já se colocou à disposição para esclarecer qualquer mal-entendido.”

Outro vereador citado no depoimento de Saraiva, Vanderlei Cabeludo (PMDB) reiterou que houve reuniões em sua residência, também na do vereador Professor João Rocha (PSDB), mas não especificamente para tratar da cassação de Bernal”.

Cabeludo negou categoricamente que tenha "participado de qualquer reunião com o ex-governador André Puccinelli
Cabeludo negou categoricamente que tenha “participado de qualquer reunião com o ex-governador André Puccinelli

Questionado sobre o fato de um integrante da recém-criada Comissão Permanente de Ética da Casa, ser citado, justamente no caso que gerou sua criação, não gera desconforto e até mesmo, eventualmente levanta a hipótese de suspeição dos vereadores para investigar, Cabeludo descartou essa possibilidade: “Conhecemos a lisura do vereador João Rocha e logo tudo será esclarecido.”

Sobre a mesma questão, o vereador Airton Araújo (PT) defendeu que não se dêem ouvidos ao que chamou de ‘disse-me-disse’ e que a Comissão de Ética da Casa vai se apegar aos fatos.”

Silvio Ferreira

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