Cientistas cobram da ONU política sobre radiação de celulares; crianças as mais afetadas

Cerca de 190 cientistas de 38 nações apresentaram em maio, o Projeto Internacional CEM para as Nações Unidas, Estados membros das Nações Unidas e à Organização Mundial da Saúde (OMS), solicitando que eles adotem mais normas de proteção à exposição dos campos electromagnéticos (CEM) e tecnologia sem fio (de telefonia móvel celular) em face da crescente evidência de risco deste rápido aumento de poluente ambiental.

Os cientistas que assinaram a petição publicaram coletivamente mais de 2.000 artigos revisados ​​por especialistas sobre os efeitos biológicos ou para a saúde da radiação não-ionizante. A petição foi apresentada em maio ao Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e à Dra. Margaret Chan, MD, Diretora Geral da Organização Mundial de Saúde e aos Estados-membros das Nações Unidas.

Martin Blank tem mais de 30 anos de experiência realizando pesquisas sobre o CEM na Universidade de Columbia e é ex-presidente da Sociedade Internacional de Bioeletromagnetismo. Para Blank, a “estamos enfrentando uma grande crise de saúde com o aumento dos níveis de poluição ambiental pela expansão das fontes de CEM”.

Criança ao celularRisco de sistemas wi-fi são ainda maiores para crianças – “A disseminação dos dispositivos móveis e outras fontes são um risco para a saúde humana, principalmente a dos jovens adverte Marti Pall, o professor de bioquímica da Universidade Estatal de Washington, que ainda pede que sejam tomadas medidas urgentes de proteção sobre as microondas que prejudicam aos humanos através mecanismos celulares.

“Estes mecanismos biológicos poderiam estar por trás de doenças como a morte cardíaca súbita, a encefalomielite miálgica, o enfraquecimento do sistema imunológico, estresse pós-traumático ou alterações do DNA”, teoriza Pall.

“Acredito que isto vai ser um dos maiores problemas de de saúde dentro de alguns anos. A maioria das pessoas não estão cientes disto, e os que estão conhecem os dados antigos. E já existe uma grande quantidade de informação nova, as quais são extremamente importantes“, afirma o cientista.

Estudo aponta que risco de câncer de cérebro pode triplicar com uso de celulares – Nos Estados Unidos, o National Cancer Institute (NCI), do National Institutes of Health (NIH), questiona os danos à saúde que o uso de telefone celular, que emite energia de radiofrequência, uma radiação não-ionizante absorvida pelos tecidos do corpo, podem causar. Em tese, se uma pessoa carrega um telefone em seu bolso durante todo o dia, por exemplo, a energia pode ser absorvida pela região do abdomen da pessoa. A NCI considera que, “se a radiação não-ionizante de um telefone celular não foi comprovada como tendo atividade carcinogênica, outros estudos podem provar o contrário”.

É o que sugere estudo publicado no British Journal of Medicine (BJM )e pela revista científica britânica Occupational and Environmental Medicine, que apontou que tumores cerebrais de glioma e meningioma ocorreram com uma frequência três vezes maior do que o normal em indivíduos que usam seus telefones mais de 15 horas por mês.

Fonte: Silvio Ferreira, com informações do portal Notícias Naturais

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