Choque de líderes: veja números de Vasco e Botafogo antes do clássico

Jovem Ribamar é um dos jogadores que Ricardo Gomes experimentou até a 6ª rodada (Foto: Divulgação)
Jovem Ribamar é um dos jogadores que Ricardo Gomes experimentou até a 6ª rodada (Foto: Divulgação)

Donos das melhores campanhas do Campeonato Carioca até o momento, Vasco e Botafogo se enfrentam neste domingo, às 19 horas, em São Januário, tendo de um lado o melhor ataque e de outro a melhor defesa da competição. Mas não são apenas esses os números que chamam a atenção do Espião Estatístico* do GloboEsporte.com. Além do potencial ofensivo dos cruz-maltinos, líderes do Grupo A, com 16 pontos, e do defensivo dos botafoguenses, únicos que seguem com 100% de aproveitamento e lideram o Grupo B, com 18 pontos, outras características podem ajudar a decifrar os caminhos para cada equipe vencer o clássico.

Botafogo pode não vir se destacando pela quantidade de gols marcados – tem apenas o sétimo melhor ataque -, mas isso não necessariamente significa falta de ímpeto ofensivo. Na comparação com o Vasco, por exemplo, nota-se como o Glorioso precisa, em média, de bem menos tempo para abrir vantagem no placar. Dos 10 gols do Botafogo, oito (80%) foram antes do intervalo, sendo quatro (40%) até os 12 minutos do primeiro tempo. O Vasco é praticamente o oposto, tornando-se muito mais decisivo na etapa final. O time de Jorginho fez 11 (78,6%) de seus 14 gols no segundo tempo, sendo oito (57%) dos 33 minutos em diante.

Apesar dessa diferença do momento em que fazem seu primeiro gol, os dois times costumam abrir o placar em seus jogos. O Botafogo, no caso, jamais esteve atrás no marcador neste estadual. Já o Vasco só saiu perdendo uma vez em seis rodadas, justamente na única partida que não conseguiu vencer, o empate em 2 a 2 com o Friburguense.

Na análise dos gols dos times, nota-se que a bola aérea ofensiva do o Vasco mostra-se mais efetiva, com seis gols tendo nascido assim, contra três do Botafogo. A diferença mais clara entre os dois times na hora de construir seus gols, no entanto, é a capacidade de penetração de quem dá o passe para gol. No Vasco, o autor das assistências estava dentro da área em 63,7% dos lances (7 dos 11, excluídos da análise os três marcados de pênalti). No Botafogo, ao contrário, o passe para gol costuma vir de fora da área. Foi assim em 87,5% dos gols alvinegros (sete dos oito, excluídos os dois convertidos de pênalti).

Os destaques individuais em termos de ataque são evidentes no Vasco: além do artilheiro Riascos, com cinco gols, Nenê confirma o status de estrela da companhia, com quatro gols e quatro assistências já acumulados. No Botafogo, por enquanto, os méritos estão mais divididos. Luis Henrique, Gegê e Gervasio Núñez fizeram dois gols cada. Outros quatro jogadores marcaram uma única vez. E é o lateral-direito Luis Ricardo quem desponta como garçom, sendo autor de quatro assistências.

BOTAFOGO: EM BUSCA DO TIME IDEAL

O Botafogo tem três jogadores – o goleiro Jefferson e os laterais Luis Ricardo e Diogo Barbosa – que jogaram todos os minutos até agora. No Vasco, por exemplo, só Martín Silva ficou em campo todo o tempo. Ainda assim, Ricardo Gomes testou bastante seu time, sempre variando dois ou três nomes na escalação alvinegra – só repetiu os titulares da primeira para a segunda rodada. Suas substituições, que não seguiram um padrão muito rígido, também serviram para avaliar: ao todo, dez jogadores diferentes foram lançados no decorrer dos jogos. E as trocas mais comuns aconteceram apenas duas vezes, como Luis Henrique por Ribamar ou Gegê por Leandrinho.

Por já ter uma base de 2015, Vasco revezou mais por necessidade, caso das suspensões de Luan e Rodrigo na zaga, que deram chance a Rafael Vaz e Jomar. Ao contrário de Ricardo Gomes, Jorginho também tendeu a repetir mais as mudanças durante as partidas, fazendo quatro vezes a troca de Jorge Henrique por Eder Luis. E se o Bota teve dez, o Vasco teve só seis nomes revezando-se entre os substitutos, destaque para Yago Pikachu, que entrou cinco vezes durante os jogos, quatro delas no intervalo, em mais um exemplo dos padrões de Jorginho.

GLORIOSO LEVA MENOS CARTÕES

No aspecto disciplina, o Botafogo vai bem. Recebeu apenas nove cartões (todos amarelos), enquanto o Vasco levou o dobro, 18 (17 amarelos e um vermelho, com Luan). Rodrigo e Nenê já cumpriram suspensão por amarelos. Mas Nenê também costuma motivar cartões nos adversários: foram três dos 19 provocados pelo Vasco, mesmo número de Eder Luis e Jorge Henrique. No Botafogo, o volante Airton é o destaque, tanto para receber amarelos (foram dois), quanto para forçar cartões no rivais, o que aconteceu três vezes.

A quantidade pequena de gols sofridos impede uma avaliação muito aprofundada dos pontos fracos de cada defesa. O Botafogo sofreu somente dois. O Vasco foi vazado quatro vezes. Cada um sofreu um gol de contra-ataque. O Bota falhou em duas bolas aéreas, um cruzamento e um lançamento direto para a área, enquanto o Vasco em uma. O Cruz-maltino também cometeu um pênalti, aproveitado pelo Friburguense. Cada time tomou metade de seus gols no primeiro tempo e metade no segundo.

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