Chikungunya pode aumentar número de auxílios-doença, diz ministro

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O mosquito Aedes Aegypti é o responsável pela epidemia (Foto: Divulgação)

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou nesta quinta-feira (24) que espera um aumento dos pagamentos de auxílio-doença motivados pela expansão dos casos de febre chikungunya. Segundo ele, isso representará “um impacto muito grande nas contas públicas”.

O benefício é pago, após perícia, ao segurado do INSS que adquiriu uma doença ou acidente que o tornou, temporariamente, incapaz para o trabalho.

A declaração de Barros foi dada em uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto sobre os índices de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Segundo a pasta, o casos de febre chikungunya subiram 850% entre 2015 e 2016 e a estimativa é que, em 2017, cresçam ainda mais.

“A nossa expectativa é de que haja agora no ano que vem um aumento significativo nos casos de chikungunya, que é um problema sério, porque ele é incapacitante. A pessoa não consegue trabalhar e aí encosta (…). Tem o problema previdenciário, que essas pessoas ficarão encostadas no INSS e isso tem um impacto muito grande nas contas públicas. Mas estamos nos preparando para o aumento de casos de chikungunya”, afirmou.

De acordo com o ministro, em 2016 foram registrados, até agora, 251 mil casos da doença, enquanto em 2015, 26,4 mil – os registros, diz Barros, superam os casos de pessoas diagnosticadas com o vírus da zika, também transmitido pelo Aedes aegypti.

Em 2016, informou o governo, 138 pessoas morreram por febre chikungunya, enquanto, no ano passado, foram registrados seis óbitos. O pico da doença, acrescentou o Ministério da Saúde, ocorreu em março.

“É uma estatística. Nós tivemos uma infestação [da doença] maior [em 2016] e esperamos que esse resultado alerte as pessoas para se protegerem mais”, afirmou.

Para Ricardo Barros, o ministério não falhou nas ações de combate ao ao Aedes aegypti e, segundo ele, tem feito o planejamento para quando houver surtos de doenças.

“Não [falhou], é uma incidência. Não há como se prever a incidência das doenças. O que temos feito é uma estatística e um planejamento para que estejamos preparados, para que quando acontece, a saúde pública esteja em condições de atender”, acrescentou.

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