CGU encontra 1.994 lotes da reforma agrária irregulares no Estado

Em Mato Grosso do Sul, 1.994 lotes distribuídos na reforma agrária que estão sob suspeita de fraude, segundo informações da Controladoria-Geral da União (CGU), responsável pelo levantamento.

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Através de cruzamento de dados feito em 2015 foram identificados ao todo 76 mil lotes distribuídos em todo o país de forma indevida.

Não há especificação de quais municípios abrigam as áreas. Ainda de acordo com o órgão, o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) se comprometeu a fazer verificação de cada um dos beneficiários apontados como irregulares.

A Controladoria verificou que 38.808 parcelas da reforma agrária foram distribuídas em favor de pessoas que ocupavam função pública, outras 15.347 em favor de pessoas que já haviam sido beneficiadas pela PNRA (Programa Nacional de Reforma Agrária). Além disso, o levantamento revelou que existiam cerca de 15 mil beneficiários suspensos por identificação de alguma irregularidade, mas que ainda não tiveram suas situações analisadas. Algumas das suspensões já tem mais de sete anos.

Na auditoria também foram identificados 267 ocupantes de cargos políticos que foram incluídos no programa durante os seus mandatos, além da existência de 449 códigos de beneficiário vinculados a pessoas falecidas antes da homologação no SIPRA (Sistema de Informações de Projetos de Reforma Agrária). O cruzamento de informações revelou também que 8.515 beneficiários eram sócios de estabelecimentos comerciais e industriais.

O SIPRA foi criado para tratar, sistematizar e recuperar dados atualizados sobre os projetos e de seus beneficiários. Foi o cruzamento de informações feito pelo sistema que relevou que 76.436 lotes da reforma agrária foram concedidas a pessoas que não atendem aos critérios de seleção do programa em todo o país.

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