Cesta básica volta a subir em outubro com alta de 0,98%

Levantamento divulgado nesta segunda-feira (7) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), aponta que o preço do tomate subiu 13,57% em Campo Grande em outubro e ajudou a alavancar a alta de 0,98% no valor da cesta básica.

Tomate subiu e ajudou a elevar o preço da cesta básica
Tomate subiu e ajudou a elevar o preço da cesta básica

Segundo o órgão, além do tomate, outros sete produtos, dos 13 que compõem a cesta básica,  registram altas no mês passado: batata lavada (10,31%), banana (4,63%), açúcar cristal (3,11%) , óleo de soja (2,35), carne (1,83%) manteiga (1,60%) e café em pó (0,80%).

No caso do tomate, a instituição atribui o aumento as chuvas nas principais regiões produtoras do país, o que afetou a qualidade do produto, reduzindo a oferta e pressionando os preços. Além de Campo Grande, o seu valor subiu em outras 18 capitais.

Em contrapartida, cinco produtos contabilizaram redução de preços no mês passado na capital sul-mato-grossense: leite (10,26%), feijão carioquinha (6,50%), pão francês (1,75%), arroz (1,02%) e farinha de trigo (0,98%).

Segundo o Dieese, em outubro Campo Grande apresentou a nona cesta básica mais cara entre todas as capitais do país e a décima em variação percentual, com o valor de R$ 436,51, R$ 4,24 a mais que os R$ 432,27 de setembro.

Para comprar a cesta básica, o Dieese calculou que um trabalhador que recebe um salário mínimo precisou demandar 109 horas e oito minutos de sua jornada, comprometendo 53,92% de sua remuneração líquida (valor do salário menos a contribuição para o Instituto Nacional do Seguro Social).

Já para adquirir uma cesta básica familiar, com produtos para atender uma família com quatro pessoas, sendo dois adultos e duas crianças, o departamento apontou que o trabalhador de Campo Grande gastou em outubro R$ 1.309,52, o que representa 1,48 vezes o valor do salário minimo atual, que é de 880.

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