CCR MS quer mostrar aos motoristas as vantagens em usar o pedágio

Vários motoristas estão procurando rotas alternativas para fugir da cobrança do pedágio na BR-163 em Mato Grosso do Sul , segundo constatou a CCR MS Via, que há um ano administra a rodovia no estado. A concessionária encara o fato como desafio e irá lançar uma campanha para mostrar às pessoas que, mesmo pagando, é mais barato optar pela estrada privatizada, como explica o gestor de atendimento Fausto Camilotti.

06pedagio

Fatores como qualidade no serviço, asfalto e atendimento médico e mecânico estão entre os fatores que, segundo Camilotti, mostram que o usuário “gasta menos pagando pedágio”.

De acordo com o gestor, a concessionária, que já duplicou mais de 100 quilômetros da BR-163 e começou a cobrar o pedágio no dia 14 de setembro, quer mostrar que vale a pena andar pela rodovia. “A gente observa que depois que implantamos o pedágio, alguns tem usado rota alternativa e o nosso objetivo aqui é fazer com que o cliente entenda que ele vai ter serviços de qualidade, serviço médico e mecânico, asfalto, sinalização, drenagem, ele chega mais rápido e gasta menos”, exemplifica ele.

Segundo ele, o objetivo da campanha é fazer com que, cada vez mais, a rodovia se torne atrativa ao usuário. “São vários dados que mostram isso, como a redução de 33% no número de mortes na rodovia”. Os dados da CCR MSVia mostram que em outubro de 2015/2014 em relação a outubro 2014/2013 houve queda de um terço na quantidade de mortes na rodovia.

Números

Entre outubro de 2014 e 2015, houve queda de 29% na quantidade de acidentes com mortos em relação ao mesmo período em anos anteriores. Conforme levantamento da empresa, foram 46 ocorrências registradas durante a concessão contra 65 entre 2013 e 2014. Quanto ao número de mortos, a redução foi de 32%.

As equipes da CCR já fizeram 3.779 atendimentos médicos na rodovia, dos quais 29,2% (1.588) correspondem a acidentes sem vítimas; 16,4% (1.211) foram ocorrências com vítimas; 16,2% (816) tiveram apenas atendimento clínico e apenas 8,2% (90) resultaram em mortes.

Também foram registrados 58 atropelamentos com feridos e 16 com óbitos, o que correspondem a 7,3% e 4,2% do total, respectivamente.

Entre os atendimentos para socorro mecânico, a maioria (45,5%) tem relação com algum tipo de pane nos automóveis, enquanto 10,9% correspondem a trocas de pneus, 6,8% a pane seca (falta de combustível), 4% super aquecimento do motor, 3,2% pane elétrica e 1,8% a baterias descarregadas.

Melhorias

Camilotti ressaltou que já foram entregues quase 100 quilômetros de duplicação. A meta da empresa é que em cinco anos, toda a BR-163 tenha duas pistas. Segundo ele, estão em andamento obras desse tipo em trechos da pista nas cidades de Dourados, Rio Brilhante, Anhanduí, Jaraguari, São Gabriel do Oeste, Coxim, Pedro Gomes e Sonora.

Várias obras têm esbarrado em procedimentos burocráticos, como a obtenção de licenças ambientais. O gestor garante que tratativas com o poder público estão sendo feitas para que não haja adiamentos futuros na entrega das duplicações.

Comentários

comentários