Casos de violência contra a mulher podem ser atendidos por Núcleo da Defensoria Pública

A coordenadora do NUDEM, Graziele Carra Dias Ocáriz, durante entrevista no programa Capital Meio Dia. (Foto: Paulo Francis)
A coordenadora do NUDEM, Graziele Carra Dias Ocáriz, durante entrevista no programa Capital Meio Dia. (Foto: Paulo Francis)

A discriminação é considerada a base de todas as injustiças, e a erradicação deste comportamento é um dos objetivos da Defensoria Publica sul-mato-grossense, independente de qual tipo for, seja por discriminação social, econômica, racial, por orientação sexual, ou de gênero, e no caso da violência contra a mulher não poderia ser diferente.

Em Campo Grande, a Defensoria Pública da unidade Horto faz o atendimento dos casos de violência contra a mulher através do NUDEM (Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher em Situação de Violência de Gênero), que também se encontra presente na Casa da Mulher Brasileira.

A defensora pública e coordenadora do NUDEM, Graziele Carra Dias Ocáriz, explicou na tarde desta terça-feira (08), durante entrevista no Programa Capital Meio dia e jornal Página Brazil, que o núcleo conta com uma equipe que realiza um atendimento humanizado para receber essas mulheres em situação de violência, prestando toda orientação e acompanhamento necessário com o objetivo de estimular a mulher a se livrar do ciclo da violência que vem acontecendo em sua vida.

“O NUDEM é um núcleo especializado às mulheres em casos de violência, que conta com psicólogos, assistente social, com o atendimento de três defensores públicos, e nós esperamos receber essas mulheres de uma forma humanizada, respeitando a Lei Maria da Penha, atendendo e realmente imponderado a mulher dos seus direitos”, detalha a defensora.

Graziele destaca inclusive que Campo Grande tem uma defensoria que é referencia no país, sendo que o núcleo conta com uma recepção separada e individualizada, justamente para respeitar as medidas protetivas de modo que o atendimento seja separado dos homens. Acontecem permanentemente capacitações de toda a equipe para que aconteça uma escuta ativa e qualificada no caso de cada mulher, para entender qual o real problema e o que essa mulher precisa fazer para se livrar dessa situação de violência.

“As vezes a mulher quer só uma orientação, ela não quer registrar boletim de ocorrência, ou não é o caso realmente de registro de ocorrência, mas nós atendemos essas mulher e prestamos todos os esclarecimentos que a mesma almeja”, conta.

A coordenadora frisa que qualquer mulher que esteja passando por uma situação de violência ou que necessite apenas de orientação, pode procurar a unidade da Defensoria Pública que fica localizada na rua Joel Dibo, 238, ou na Casa da Mulher Brasileira que fica na R. Brasília, 1 – Jardim Ima.

Paulo Francis

Comentários

comentários