Caso Mayara não pode ir somente como feminicídio, fala Promotora contra decisão de Juiz

Lúcio Borges

A promotora de Justiça, Mariana Sleiman, apontou contrariedade e solicitou que Luís Alberto Barbosa, acusado do assassinato da musicista Mayara Amaral, 27 anos, não seja julgado somente por Feminicídio, como proferiu decisão do juiz Wilson Leite Corrêa, da 4ª Vara Criminal de Campo Grande.  A titular da 21ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, se manifestou contrária a decisão do magistrado, em documento enviado ao Judiciário na última sexta-feira (20) ante posição de Corrêa publicada na quarta-feira (18).

Ela ainda solicitou que o Tribunal de Justiça defina quem ficará responsável pelo julgamento, pois há uma ‘confusão’ no processo, que pode paralisar o andamento da ação e mesmo dar mote para defesa ajuizar algum pedido de adiamentos ou cancelamentos de julgamento.

A manifestação foi publicada, no último dia 20 de outubro, depois que o caso foi remetido à 2ª Vara do Tribunal do Júri e Campo Grande, onde atua a 21ª PJCG. A promotora aponta que respeitando o entendimento do juízo da 4ª Vara Criminal, mas retoma e reitera a manutenção da prática do crime de latrocínio agravado pelo motivo torpe e contra mulher com quem mantinha relacionamento – violência doméstica.

Contudo, a promotora garante que não oferecerá denúncia, por entender que não se trata de crime de competência da Vara.

Claro Latrocinio

A promotora ressalta que Luís assumiu de forma consciente o crime de latrocínio quando após a morte de Mayara se apropriou e vendeu os bens da vítima. Ainda segundo a publicação, a promotora pontua que a defesa objetiva, unicamente a aplicação de uma pena menor ao réu, e não o correto julgamento e justiça para o caso.

O caso

Relembre o caso que ocorreu em 25 de julho, em matéria resumo que Página Brazil noticiou, em 07 de agosto, quando a “Polícia entrega caso Mayara com acusação total ao ‘namorado’ e indiciamento aos amigos

 

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