Casal Olarte se filia ao PROS com pretensão de ir às eleições 2016 na Capital

OlarteO vice-prefeito de Campo Grande, afastado judicialmente, Gilmar Olarte, quer voltar mesmo a vida politica e pode ser candidato nas eleições 2016, pelo partido PROS, do qual aceitou suas filiação neste mês e teve documentação aprovada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta quarta-feira (20). Olarte ou sua esposa Andreia Nunes Zanellato Olarte, mais propensa que já apontou pretensão, podem assim concorrer no pleito eleitoral deste ano. Eles se filiaram a agremiação, que como ambos, não têm ou não vêem causa de preocupação, diante de todas as denuncias e crise politica causada na Capital, que envolve o casal, e, com Olarte já sendo réu em processos judiciais, por corrupção e lavagem de dinheiro. Ele foi denunciado pelo Ministério Público Estadual e ação foi aceita pelo TJ-MS (Tribunal de Justiça de MS), em agosto de 2015.

O casal estava filiado ao PP de Alcides Bernal, onde não podiam permanecer e até mesmo foram expulso da sigla, diante a toda a crise que se envolveram, inclusive que levou a cassação de Bernal, que apontou que foi um golpe com participação de Olarte. O casal ainda tentou recorrer da exclusão do partido, mas por fim apresentou o pedido de desfiliação em 10 de março de 2016.

Olarte e a esposa Andreia se filiaram ao PROS (Partido Republicano da Ordem Social) e tiveram as filiações homologadas pelo TSE e publicadas ontem, ratificando que os mesmos tem filiação partidária e estão livres para disputar qualquer cargo eletivo. Conforme o sistema de filiações de candidaturas, o casal se filiou em 2 de abril, último dia hábil, conforme a Lei eleitoral, para que possa concorrer no pleito de 2016.

Andreia Olarte tem demonstrado interesse de concorrer ao cargo de vereadora, onde após ficarem reclusos e sem dar declarações publicas de agosto do ano passado até fevereiro desde ano, ela já fez várias aparições publicas e até visitou a Câmara Municipal no mês passado. Gilmar Olarte já conversava com lideranças do PROS desde o primeiro semestre de 2015, quando estava a procura de um novo partido, mesmo antes de ser oficialmente expulso e ser afastado pelo TJ-MS do comando da prefeitura, que voltou as mãos de Bernal, com a deflagrada Operação Coffee Break, em 25 de agosto de 2015.

Calendário

O calendário eleitoral estabelece que os interessados em concorrer a um cargo eletivo nas eleições de 2016 tinham até 2 de abril para se filiarem aos partidos de interesse. De acordo com provimento do TSE, os partidos políticos tiveram até 14 de abril para encaminhar as novas filiações.

Entre 14 e 19 de abril o sistema de filiações estava em atualização. O TSE regularizou as informações no sistema nesta quarta-feira, 20 de abril, com as filiações partidárias e suas respectivas datas de homologação.

Investigação e processos

A Coffee Break investigou o chamado golpe, que envolveu 20 vereadores, empresários e outros políticos de Mato Grosso do Sul. Os promotores do Gaeco (Grupo Especial contra Crime Organizado) concluiu que todos tiveram envolvimentos e armaram com obtenção de vantagens para retirar o mandato de Alcides Bernal, em março de 2014. O processo está nas mãos da direção do MPE para ser encaminhado a Justiça, onde todos podem virar réus e responderem por crimes ou ser arquivado.

Já no caso de Olarte que é réu em outro processo por corrupção e lavagem de dinheiro, em ação que envolveu o cargo de vice-prefeito e sua igreja evangélica ADNA, de qual é fundador na Capital. Segundo o Gaeco, a investigação começou em outubro de 2013, mas veio à tona após a prisão de Ronan Feitosa no dia 11 de abril de 2014, em São Paulo. Ele foi solto cinco dias depois, após prestar depoimento. Também no dia 11 de abril, os agentes cumpriram mandado de busca e apreensão na casa de Olarte, recolheram documentos, pendrives e computadores.

Os valores obtidos com a suposta lavagem de dinheiro, segundo a investigação, teriam sido usados também para a “compra de vereador”. O TJ-MS recebeu, no dia 13 de novembro de 2014, denúncia contra Olarte, feita pela Procuradoria-Geral de Justiça do MPE. O processo tem mais de três mil páginas.

No dia 6 de fevereiro de 2015, o TJ-MS divulgou o teor da ação penal proposta pelo MP-MS contra o prefeito de Campo Grande e mais duas pessoas. Após seis meses, o Judiciário aceitou a denuncia oficialmente, tornando Olarte réu em agosto do ano passado.

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