Carro carbonizado é do rapaz que estava desaparecido, mas ossada não

No final da manhã de ontem (3), foi encontrado um carro carbonizado com uma ossada envolvida por pneus no porta-malas. Policiais acharam inicialmente que o corpo se tratava de Bruno Franco Godói desaparecido desde o último dia 24, porém pelo estado que se encontra a ossada, ela pode não ser de Bruno.

O rapaz, de 26 anos, pode ter forjado a própria morte (Foto: Divulgação)
O rapaz, de 26 anos, pode ter forjado a própria morte (Foto: Divulgação)

Na manhã desta sexta-feira (4) a mãe do rapaz desaparecido Genilda Franco de Godói, esteve na delegacia do 7ºDP para fazer o reconhecimento do carro e de alguns documentos que foram encontrados juntamente com a ossada. Ela identificou o carro sendo do Bruno, e os documentos também são dele.

Segundo o delegado titular da 7ª delegacia, Geraldo Marim, os ossos encontrados no carro não “completam” um corpo humano e estão em um estágio avançado de decomposição. “Ficou muito claro que a cena não é comum. Portanto, alguém pode sim estar tentando forjar o acontecido para favorecimento próprio ou qualquer outro motivo”, explicou o delegado.

Além disso, de acordo com o delegado, o rapaz havia registrado outro boletim de ocorrência, em setembro, de ameaça. No registro, ele relata que recebeu uma ligação telefônica, na qual foi ameaçado de morte e que seria queimado dentro de um veículo. “Ainda não podemos afirmar nada com certeza, mas tudo leva a crer que ele pode ter forjado os boletins e a própria morte”, diz Marim.

Caso tenha forjado a própria morte, Bruno pode responder por comunicação falsa de crime, fraude processual e vilipêndio de cadáver. O caso será investigado pela 7ª Delegacia de Polícia, no Jardim Panamá, e pelo SIG (Serviço de Investigações Gerais) do Departamento de Polícia Civil.

A ossada foi encontrada na tarde de ontem(03), em uma estrada vicinal que dá acesso a pista de aermodelismo, no minianel viário de Campo Grande, entre as saídas de Sidrolândia e Aquidauana. Policiais militares foram até o local, depois que um catador de latinhas encontrou o carro queimado e avisou o Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops).

A perícia da Polícia Civil foi chamada pelos policiais e deve confirmar, após exames, se a ossada é da mesma pessoa identificada nos documentos encontrados. O laudo deve ficar pronto em até dez dias.

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