Capital tem pouca vacina, mas prefeitura deve montar postos em áreas públicas

Lúcio Borges

O governo federal anunciou no fim da tarde desta sexta-feira (2), como o Página Brazil noticiou, a decisão de liberar neste ano, a vacina contra a gripe para toda a população do país, a partir da próxima segunda-feira (5). Assim, na manhã deste sábado (3), o prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad, disse que na Capital os postos de saúde já faram hoje, amanhã e até o fim a aplicação do medicamento, bem como para facilitar deverá haver estruturas para vacinação em locais de grande acesso da população. Contudo, em tese, na Capital, há apenas 3 mil doses que ‘sobrariam’ fora do público alvo, se todos tivessem ou ainda forem se imunizar. O número de campo-grandenses que podiam se vacinar, chegou ao patamar de 69,5% da meta de 90% entre 197 mil pessoas dos sete grupos prioritário (veja abaixo) estabelecido pelo Ministério da Saúde. Em todo o MS, 60% das pessoas foram vacinadas, de acordo com dados da SES (Secretaria Estadual de Saúde).

A ‘novidade’ da liberação, não é por algum surto previsto ou mesmo benesse da atual administração, tanto é que foi anunciada somente para este ano, diante da alta produção do medicamento e que está sendo menos buscada pelo público-alvo, entre sete grupos (veja abaixo), que podiam recorrer a vacinação. A campanha nacional tem mais de um mês, já foi prorrogada, mas ainda há 10 milhões de doses disponíveis pelo Brasil. A ação de aplicar a vacina termina por inteiro na próxima sexta-feira (9).

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) aponta que Campo Grande tem 197 mil pessoas no grupo prioritário, sendo que até o momento 137 mil pessoas foram vacinadas na Capital. “A Sesau recebeu 200 mil doses e conta com estoque de 63 mil, porém, 60 mil pessoas do público alvo ainda não foram imunizadas. Ou seja, se forem as 60 mil, que ainda não procuraram, apesar do tempo de campanha, teremos 3 mil para a liberação. Mas, como já foi liberado, quem for procurar na segunda-feira, será vacinado. Contudo, a prioridade continua sendo para os grupos alvo”, declarou o titular da Sesau, Marcelo Brandão.

O prefeito Marquinhos Trad, porém mencionou que “Faremos esforço concentrado com tenda de vacinação nos Ceinfs (Centros de Educação Infantil), camelódromo, praça centrais, lugares de grande concentração. Mas, estudando ainda como isso irá funcionar, fecharemos na segunda-feira. Nos postos já se fazia e continua o trabalho normal”, declarou Trad sem ratificar detalhes.

Senhas serão distribuidas

Andamento grupos prioritários e agora os demais?

Apesar da liberação da vacina para a população geral, a Sesau continua vacinando ao grupo de risco estabelecido pelo Ministério da Saúde: qualquer pessoa acima dos 60 anos e crianças entre seis meses a cinco anos. Ou nos casos específicos, as mulheres gestantes ou em pós parto recente, os trabalhadores de toda área da Saúde, funcionários do sistema prisional e professores em exercício. Como ainda, os povos indígenas, os grupos com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, e por fim, toda população privada de liberdade, seja dos 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, e adultos presos.

Os grupos devem procurar os CRSs (Centros Regionais de Saúde): Aero Rancho, Coophavila II, Nova Bahia ou Tiradentes, além das UBSs (Unidade Básica de Saúde) do Coronel Antonino, Vila Almeida e Leblon. O atendimento ocorre das 7h30 às 11 horas e das 13 às 17 horas.

O número de vacinas é insuficiente, como já dito acima, para atender todo o 100% da população. Assim, senhas serão distribuídas nas unidades em dois períodos: de manhã das 10 às 11 horas e à tarde das 16 às 17 horas.

Documentos dos grupos

Os profissionais de saúde devem apresentar a carteira do conselho ou holerite; as gestantes e puérperas: cartão da gestante, laudo médico ou exames com identificação; e os indígenas: cadastro na Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena). Todos devem apresentar o Cartão SUS e o número do prontuário da Rede Municipal de Saúde. Professores devem estar munidos de holerite e os documentos obrigatórios para todos do grupo de risco.

Pessoas com doenças crônicas precisam apresentar e deixar nas unidades de vacinação, cópia do laudo indicando a doença ou uma receita, ambos com carimbo e assinatura do médico.

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