Caos e insegurança a proprietários rurais de Caarapó são criticados por Zé Teixeira

O primeiro secretário da Casa de Leis, deputado Zé Teixeira (DEM), criticou nesta terça-feira (11/8) o clima de insegurança enfrentado por produtores rurais de Caarapó, na região sudoeste do Estado.

Deputado Zé Teixeria (DEM) durante discurso na tribuna (Foto: Victor Chileno)
Deputado Zé Teixeria (DEM) durante discurso na tribuna (Foto: Victor Chileno)

O parlamentar e produtor rural fez questão de ressaltar que o agronegócio é o setor da economia nacional que, apesar da crise, não tem demitido e serve de motor para o crescimento do País. “O direito dos índios não se sobrepõe ao direito do produtor e da propriedade”, ponderou Zé Teixeira.

Em discurso na tribuna da Casa de Leis, Teixeira relatou o clima tenso vivido por proprietários rurais no município, no sul do Estado, onde na manhã de segunda-feira (10/8), uma equipe do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) foi chamada pelos proprietários das fazendas Rancho Novilho, Nossa Senhora Aparecida e Toca do Jacaré para garantir a colheita dos grãos nas áreas de divisa com a reserva Te’Yikuê.

“Felizmente, chegaram a um consenso e a colheita foi feita”, afirmou o parlamentar. “Mas, eu pergunto, que País é esse? Onde já se viu o produtor rural pedir escolta para fazer sua colheita, dentro da sua propriedade? O que aconteceu em Caarapó foi mais uma prova do descaso que a classe produtora enfrenta nesse País. Isso é um absurdo”, criticou Zé Teixeira.

O parlamentar também relatou que os indígenas roubaram 700 metros de cerca, arame e a lasca da propriedade da família do falecido, ex-deputado estadual Costa Marques (MT). A área que há mais de 70 anos faz divisa com a reserva Te’yikue.

“Cometeram um crime ontem e fica por isso mesmo. Ninguém foi punido. Onde está a Lei? Onde está o direito do produtor rural? Os números mostram que é o setor produtivo que sustenta este país. A crise que assombra o cenário econômico brasileiro só não é maior graças ao constante crescimento do setor produtivo e, mesmo assim, os homens e mulheres do campo ainda passam por humilhações, por insegurança jurídica, pelo seu direito de propriedade violado. Essas terras foram vendidas pelo Estado, compradas há mais 50, 60 e 70 anos, registradas em cartórios. São legais”, ponderou o parlamentar.

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