Campanha mostra a busca e o ‘preço justo’ em Dia Sem Imposto na Capital e pelo Brasil

Posto na região central da Capital (Fotos: Lúcio Borges)
Posto na região central da Capital (Fotos: Lúcio Borges)

O “Dia Sem Imposto” em Campo Grande, neste sábado (21), durou cerca de duas horas na venda de combustível sem a incidência dos tributos, marcado pelo preço de R$ 1,99 ante a média atual de R$ 3,50. A ação idealizada no Feirão do Imposto, visa demonstrar e lutar contra a alta carga tributária no Brasil, realizando – no que mais chama atenção – a ‘promoção’ na revenda da gasolina e remédios, como Página Brazil havia publicado. O Feirão foi idealizado em todo Brasil pela Conaje (Confederação Nacional dos Jovens Empresários), sendo promovido nos municípios por entidades coligadas, como na Capital, a CDL-Jovem (Câmara de Dirigentes Lojistas) e CJE-ACICG (Conselho de Jovens Empresários da Associação Comercial e Industrial de CG). Entre os postos participantes, cerca de mil motoristas amanheceram na fila ou pararam para abastecer o carro, mas nem todos seriam contemplados.

De acordo com organização e donos dos postos, a ação do Feirão do Imposto seria durante o dia, continuando nos locais de comercio fechado como nas farmácias e outros adeptos. Mas no combustível comercializado com valor real, sem imposto, há um limite oferecido devido ao custo já pago pelo comerciante ante a procura que é muito grande, devido ao beneficio do preço bem abaixo. Para conseguir abastecer, os 15 litros limite por veículo, teve consumidor esperando desde o começo da noite de ontem (20) para conseguir uma senha, que seria distribuida apenas a partir das 6 horas deste sábado. O abastecimento se iniciou somente as 7 horas e por volta das 9 horas, a gasolina e a ‘promoção’ já havia se encerrado.

“Como divulgamos e a imprensa divulgou a entrega das senhas seria as 6 horas de hoje. Mas, os donos dos postos nos relataram que desde as 18 horas de ontem, tinha gente já demarcando posição. Passou gente ou chegou durante começo da madrugada, pois o preço é muito atrativo e já revela de cara, como seria a vida dos consumidores e dos postos com muito movimento se o custo caísse sem tanto imposto. Com isso, ou o Dia, é para não só fazer uma ‘promoção’, como muita gente pensa, mas de conscientizar as pessoas para cobrarmos ação dos governos a termos uma melhor vida nos seu custo de preços, mostrando a alto carga tributária que definem os preços e a culpa não é do comerciante”, comenta Felipe Todesco, presidente do CDL-Jovem, que explicou todo o objetivo da ação.

Para o servidor público Paulo Massuda, 27 anos, a logica fica meio invertida e o governo devia ‘pensar’, pois se o preço fosse menor haveria mais movimento e giraria a mesma ou até mais renda. “Acredito que o governo devia se propor a baixar a carga para vender mais, pois o comercio teria mais venda, investiria e expandiria e o governo ganharia mais também. Além de lembrarmos que é praticamente uma usurpação dos governos, que acima de tudo não devolve os serviços como deveria ser e vemos ainda a pior situação na corrupção”, disse o jovem que conseguiu abastecer no posto Biondo, na Rua Eduardo

Paulo Massuda, teve sorte de esperar pouco, sendo um dos últimos, a participar da promoção
Paulo teve sorte de esperar pouco, sendo um dos últimos, a participar da promoção

Santos Pereira, esquina com a Pe. João Crippa.

Em busca de gastar menos

A supervisora do posto, Cassiane Biondo, filha do proprietário, aponta que realidade dos altos impostos não é nova, visto que somente esta campanha já ocorre há 14 anos no Pais, há quatro em Campo Grande. Ela relata que neste tempo, até se viu que ocorreu certas medidas de melhoras, mas no geral, a cada ano vem ficando pior., que além da carga dos tributos, no comercio de combustível ultrapassar os 50% do arrecadado, o consumidor sem conhecer a realidade, culpa o comerciante e busca somente o menor preço.

“A luta não tem fim, só está ação já ocorre a 14 anos no Brasil. Olha o movimento hoje, pois as pessoas, não tiro a razão, mas só procuram o preço ou quer que façamos bem barato, e não vêem a alta carga tributária, que se não tivesse seria bom para venda e compra. São mais de 53% em imposto do que cobramos pelo combustível, 25% de ICMS do Estado, 15,4% de PIS/Confins e 13% trabalhador. E a maioria do consumidor não presa por qualidade do produto, do atendimento e trabalhador, que se é aplicado em alguns postos com os 46% que sobram. A nossa manutenção não é nada b5a7a08e-b678-4d9a-851c-c02cfdae8d31 (1)barata, por isso tem muito local feio e sem investimento. Entramos nesse ramo, que pelo consumo obrigatório, parece riquíssimo, mas trabalhamos tanto quanto ou mais que qualquer brasileiro. Não temos lucros como as pessoas pensam, e a empresa quase não se sustenta e abafa a operação com este impostos”, desabafa Cassiane.

Sergio Barros, 35 anos, confirma a procura pelo beneficio do preço baixo, com o empenho de cruzar a cidade para abastecer, mesmo por ‘poucos’ litros. Contudo, ele justifica também como aproveitar o momento de ‘ganhar’ do posto, que mostra que pode vender com preço menor. “Fui no posto lá da Julio de Castilho, na vila Sobrinho – fim da avenida – já tinha acabado as senhas, e me falaram que aqui – posto Biondo- ainda tinha e eu consegui. O preço mostra o indicativo de que pode vender mais baixo e temos que aproveitar, ganhar do posto que vende muito caro. Podia vender mais barato que encheríamos o tanque. Vemos que o vilão maior é o imposto, mas tinha que fazer por menos”, comentou.

db618719-01a9-48df-88cf-021be7cd5063 (1)No posto Biondo, que começou o abastecimento as 7h30, o gerente administrativo, Alex Oliveira de Souza, 34 anos, foi um dos que chegou 10 horas antes para conseguir uma senha e sendo o primeiro atendido, mostrou ‘a vitoria’ de economizar. “Valeu a pena, vou economizar R$ 22, já que para abastecer quinze litros eu pagaria R$ 50 e com o litro a R$ 1,99, vou gastar só R$ 30. Tudo que nos sobra é para outras coisa mais e mesmo colocar mais gasosa”, mencionou Souza no posto que disponibilizou 335 senhas. Por volta das 9 horas, a fila ainda ocupava três ruas, mas nem todos tinham a senha, que ficaram na tentativa de ainda abastecer. Pelo menos 20 carros, só chegaram no posto e foram informados que já havia encerrado a ‘promoção’.

No posto Shiraishi 5, que fica na avenida Júlio de Castilho, esquina com a Rua Yokoama, foram disponibilizados mais 5 mil litros com desconto, e as 335 senha. Por volta das 5h30, a fila de carros já ocupava três quarteirões. Moradores de bairros próximos, como o Silvia Regina, chegaram ao local às 20h30 desta sexta-feira. “O sacrifício compensa, porque vai dar uma diferença de R$ 1, 40 por litro e nessa crise que nós estamos”, consideraram.

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