Campanha atua no combate ao assédio moral e sexual contra mulheres em MS

Foto Divulgação
Foto Divulgação

Conforme o mapa da violência de 2015, Mato Grosso do Sul tem a maior taxa de mulheres vítimas de violência sexual, física ou psicológica que buscam por atendimento em unidades do SUS (Sistema Único de Saúde), ocupando o primeiro lugar no ranking dos Estados. Por aqui 37,4 mulheres a cada 10 mil habitantes integram as estatísticas, enquanto no Acre, segundo estado com maior atendimento, o índice é de 25,5 a cada 10 mil.

Diante dessa problemática, que vem se repedindo significativamente no ano de 2016, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, em parceria com a Assembleia Legislativa, lançou no mês de maio, durante a programação da Caravana da Saúde, a campanha de Combate ao Assedio Sexual e Moral contra Mulheres, que tem como objetivo orientar as mulheres em como se prevenir nos caso de vitimização.

A Subsecretária Estadual de Políticas Públicas para as Mulheres, Luciana Azambuja Roca, explicou na tarde desta sexta-feira ao portal de notícias Página Brazil, que sentiu-se a necessidade de falar além da violência que acontece em casa, uma violência que acontece nas ruas, nos espaços públicos, no trabalho, e até mesmo nos terminais e interior dos ônibus coletivos.

“Nós fazemos essa campanha pedindo para que as mulheres, as meninas, todas as pessoas denunciem esses casos. Nós estamos divulgando para que as mulheres tenham acesso aos seus direitos, conhecimento e acesso a informação. O assedio é crime e deve sim ser denunciado”, destaca.

Luciana destaca que somente nos 5 primeiros meses de 2016 os casos de estupro registrado chegou a 503, enquanto casos de assedio sexual foram apenas 15. A campanha envolverá a realização de panfletagens nos terminais de ônibus de Campo Grande e palestras em empresas e escolas que aderirem à campanha.

Violência contra a mulher – pode se manifestar de diferentes formas, como violência doméstica e familiar, feminicídio, exploração sexual, tráfico de mulheres, assédio moral e sexual nas relações de trabalho, nas ruas e nos transportes públicos, entre outras.

Onde denunciar – Em Campo Grande as denuncias podem ser feitas na DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher), que funciona 24 horas, e se encontra instalada na Casa da Mulher Brasileira, próximo ao aeroporto. No interior do Estado, nas delegacias de atendimento a mulher regionalizadas ou em qualquer delegacia de policia civil.

Paulo Francis

Comentários

comentários