Caminhoneiros podem realizar nova greve pelo Brasil a partir de hoje

O setor de transporte rodoviário deve realizar nova paralisação pelo Brasil, a partir deste sábado (12), como ocorreu no ano passado, alegando protestar contra o descaso do Governo Federal para com a categoria e com toda a nação, acompanhando parte integrante da manifestação deste domingo, que aponta foco do combate à corrupção. O anuncio foi feito pelo denominado Comando Nacional do Transporte (CNT) sobre a nova paralisação dos caminhoneiros pelo país. O movimento pede aos motoristas da área para paralisar suas atividades, a partir de hoje. A proposta é que os caminhoneiros não parem ás margens das rodovias, mas em locais seguros, como postos de combustíveis, como forma de mobilização.

Em nota, o Comando fala de sua área convidando os transportadores a interromperem suas atividades a partir de hoje, contra o descaso do governo em relação a diversas reivindicações da categoria já feitas há anos e que foram ratificadas com maior intensidade na greve que ocorreu em outubro de 2015. A nota ratifica também que será um movimento integrado com a manifestação organizada para amanhã no ‘combate à corrupção’. “Ou paramos ou vamos todos a falência, chega de orgulho, chega de tapar o sol com a peneira, quem depende realmente do transporte sabe das dificuldades e sabe a necessidade de mudanças”, afirmou o CNT em comunicado, quando a paralisação foi anunciada.

Os caminhoneiros cobram a redução de 40% do valor do óleo diesel, aposentadoria para motoristas aos 25 anos de trabalho e piso salarial nacional para empregados, dentre outras exigências. Os líderes da manifestação afirmaram que a pauta, no entanto, vai além da categoria. “Frete baixo, falta de cargas, estradas ruins e pedágios caros são alguns dos itens da pauta, mas além disso, e o mais importante item, é a união da categoria pela queda desse governo corrupto e já declaradamente impossibilitado de exercer suas funções”.

Adesão complicada

Contudo, este movimento pode não sair “do papel”, devido a falta de adesão devido a atual safra e por que lideranças não estariam contemplando ou representando a categoria em si, como afirma o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas (Sinditac), Neori Leobet. “Creio que não deverá haver grande adesão ao movimento. O principal motivo é a safra, que movimenta os transportadores, com um frente com um preço razoável. Além disso, quem está falando dessa greve são pessoas que não tem nada haver com o sindicato”, declara.

Assim, ele avalia que não há legitimidade ao falar que é uma manifestação da classe caminhoneira. “Se os caminhoneiros entenderem que querem fazer uma greve, vamos ajudar numa realização de pauta, de reivindicações e o sindicato assume. Mas será protocolado, junto ao governo e na Secretaria da Presidência, a pauta de reivindicações, e será dado um prazo, para, se não cumprido, aí sim ir para a rua e deflagrar greve”, completa o líder sindical. (com informações CNT).

Lúcio Borges

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