Câmara de Jateí reduz salário de prefeito e aumenta de vereadores

Camâra Municipal de Jateí (Foto: Divulgação)
Camâra Municipal de Jateí (Foto: Divulgação)

A Câmara de Vereadores de Jateí, a 292 km de Campo Grande, reduzirá  os salários do prefeito, do vice e dos secretários municipais a partir de 1º de janeiro de 2017 e aumentou os vencimentos dos legisladores. Os projetos foram promulgados ontem (22) pelo presidente da Casa, Francisco Alves de Araújo (PDT), o Tiquinho.

Os projetos, aprovados em plenário, foram vetados pelo prefeito Arilson Nascimento Targino (sem partido), mas os vereadores derrubaram o veto e Tiquinho fez a promulgação da lei, que na prática tem a mesma importância da sanção do chefe do Executivo.

Apesar da aparente desconformidade na decisão do Legislativo, o diretor da Câmara, Paulo Eduardo Simplício da Silva, afirmou que os valores são bem diferentes nas duas situações, já que o prefeito ganha muito mais que os vereadores.

Simplício disse que o salário do prefeito foi reduzido de R$ 22 mil para R$ 13 mil a partir de 1º de janeiro do ano que vem. O vice-prefeito deixará de ganhar R$ 11 mil e passará a ter salário de R$ 6,5 mil. Já o salário dos secretários municipais será reduzido de R$ 6.400 para R$ 5.500.

Por outro lado, o salário dos nove vereadores foi reajustado de R$ 4 mil para R$ 5.050. Vinte e três candidatos disputam a eleição para a Câmara de Jateí. Dos nove atuais vereadores, só três tentam a reeleição.

“Os salários do prefeito, do vice e dos secretários eram surreais em um município com quatro mil habitantes. Até 31 de dezembro, o prefeito de Jateí ganha quase a mesma coisa que o governador”, declarou Paulo da Silva.

Projetos vetados

O diretor da Câmara explicou que os dois projetos aprovados em plenário foram vetados pelo prefeito Arilson Targino. Na sessão desta semana, por 6 votos a 3 o Legislativo derrubou o veto do prefeito.

Votaram pela derrubada do veto o presidente Francisco Alves, Claudemir Nogueira, o “Novinho”, e Cícero Leonardo, os três do PDT; Rose Mônica (PSL); Armando Jorge (PSD) e Milca Gandine (PTC). José Pereira da Silva, Carlos Cetulino, o “Carlão” e Jeovani Vieira, todos do PSDB, votaram a favor do veto.

Targino foi comunicado da decisão da Câmara e tinha prazo de 48 horas para sancionar a mudança nos salários. Entretanto, como manteve a decisão de vetar a matéria, os projetos foram promulgados pelo presidente do Legislativo e os atos oficiais serão publicados na segunda-feira (26).

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