“Cafezinho” era termo gentil de marcar reuniões, diz advogado de secretária

Apontada como operadora do”cafezinho”, a empresária e secretária Elza Cristina Amaral chegou às 9h desta quinta-feira (24) para prestar depoimento ao promotor Marcos Alex Vera de Oliveira, coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação e Repressão ao Crime Organizado), na Operação Coffee Break, que terminou em torno das 11h30. Ela entrou muda e saiu calada e foi ouvida omo testemunha.

Elza saiu sem falar com a imprensa Foto Kerolyn Araújo
Elza saiu sem falar com a imprensa Foto Kerolyn Araújo

A Polícia Federal analisa o fato dela ser braço direito do investigado na Operação Lama Asfáltica, João Amorim. Os indícios apontavam que ela seria responsável por fazer pagamentos de propinas a empresários, servidores públicos e até os políticos, por meio do codinome “cafezinho”.

Segundo o advogado de Elza, Benedicto Figueiredo, ela respondeu a todas as perguntas feitas pelo promotor Marcos Alex. Todos os questionamentos foram em relação a operação Coffee Break, que apura a compra de votos de vereadores para cassar o mandato de Alcides Bernal (PP). 

Benedito disse que Elza jamais realizou pagamentos em nome de Amorim e que, além de sócia minoritária, era secretária e o elo entre o empreiteiro e os empresários e políticos, apenas agendando reuniões.

“Elza usava esse termo como uma forma gentil para marcar as reuniões com João Amorim. É impossível dizer que ela não marcava reuniões, mas ninguém saiu com dinheiro de lá”, destacou Figueiredo, que afirmou que a secretária nunca fez qualquer tipo de pagamento de propinas.

Kerolyn Araújo com Jackson Nogueira

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