Cabeludo afirma no Gaeco que não existiu esquema na Câmara para cassar Bernal

O vereador Vanderlei Cabeludo (PMDB), que permaneceu na sede do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) das 14h26 às 16h26, saiu reafirmando que não teve nenhuma participação na suposta criação de uma organização que resultou na cassação do prefeito Alcides Bernal (PP), há um ano e cinco meses. “O promotor Marcos Alex Vera questionou sobre todo o processo de cassação do Bernal, desde o começo até o final. Ele queria saber detalhes, como aconteceu”, explica.

Vanderlei Cabeludo diz não acreditar que houve compra de votos para cassar Bernal Foto Paulo Francis
Vanderlei Cabeludo diz não acreditar que houve compra de votos para cassar Bernal Foto Paulo Francis

“Me questionaram sobre o meu envolvimento com o empresário Jooão Amorin “, investigado na Operação Lama Asfáltica, dono da Proteco. “Eu apenas conheço o Amorim, nunca tive nenhuma amizade e nenhum tipo de conversa sobre o Bernal”, disse.

O peemedebista destacou que foi chamado na condição de testemunha e que não recebeu nenhum tipo de benefício para votar a favor da cassação de Bernal. “Não acredito que houve um esquema para tirar Bernal do cargo. Tudo isso é muito relativo, mas o que eu tinha para declarar eu declarei para a Justiça e estou a disposição dela”.

O advogado de Cabeludo, Rodrigo Dalpiaz Dias, comentou que o vereador aparece “de maneira indireta nas interceptações telefônicas”, o que não seria o suficiente para comprovar seu envolvimento no esquema alvo da investigação. “O promotor não nos forneceu esse tipo de informação. Disse apenas que meu cliente foi citado em uma conversa”, argumenta.

Para ele quem perde com todo esse processo é Campo Grande. “Nestes quatro anos Campo Grande perdeu muito por conta dessa briga política, troca-troca de cadeiras na Prefeitura. É muito triste tudo isso”, conclui.

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