Bravo brilha nos pênaltis, Chile vence Portugal e avança a decisão

Gazeta Esportiva.com

Bravo pegou todas as três cobranças portuguesas (Foto: Roman Kruchinin/AFP)

O Chile está na final da Copa das Confederações. Em jogo truncado contra Portugal, que terminou em 0 a 0, o goleiro Claudio Bravo brilhou nas cobranças de pênaltis, pegou todas as tentativas adversários, e garantiu a vaga na decisão aos chilenos após vitória por 3 a 0 nas penalidades.

Com a vaga garantida para a final, o Chile espera o vencedor do jogo entre Alemanha e México, que ocorre nesta quinta-feira, para saber quem será seu adversário na grande decisão da Copa das Confederações. Já Portugal enfrenta o perdedor na disputa pelo terceiro lugar.

A grande final da Copa das Confederações acontece no próximo domingo, às 15h(de Brasília), na Arena Zenit. Um pouco mais cedo, às 9h(de Brasília), a decisão pelo terceiro lugar ocorre no Estádio do Spartak.

O jogo – A partida teve início aberta, com as duas equipes finalizando a gol. Aos dois minutos, André Gomes recebeu na entrada da área e experimentou. No entanto, Claudio Bravo estava bem posicionado para defender sem problemas.

O Chile respondeu na sequência e quase saiu na frente. Aos seis minutos, Eduardo Vargas recebeu um grande passe de Alexis Sánchez e ficou cara a cara com o goleiro Rui Patrício. O atacante finalizou, mas o arqueiro português apareceu bem para defender e evitar o gol.

Já aos sete, foi a vez de Portugal quase sair na frente. Cristiano Ronaldo recebeu pela esquerda e cruzou rasteiro. A bola atravessou a área e chegou em André Silva, que finalizou, mas viu Claudio Bravo também fazer uma boa defesa para evitar o gol.

Primeiro tempo teve uma grande oportunidade para cada lado (Foto: Roman Kruchinin/AFP)

Após as boas chances, o jogo ficou totalmente aberto, com as duas equipes tentando armar jogadas ofensivas. No entanto, poucas oportunidades efetivas foram criadas. O Chile voltou a assustar somente aos 28. Aránguiz se antecipou a marcação depois de cruzamento de Isla e cabeceou. A bola levou muito perigo, mas passou ao lado do gol.

Nos 15 minutos finais, a partida voltou a ter poucas chances. Com o jogo morno, o placar se manteve inalterado e o duelo foi para o intervalo empatado em 0 a 0.

A partida voltou para a segunda etapa morna, com poucas chances claras. A primeira oportunidade de perigo veio apenas aos oito minutos, e foi chilena. Beausejour cruzou pela esquerda e encontrou Vidal dentro da área. O meia testou firme, mas mandou por cima, perdendo boa chegada.

Logo na sequência, as oportunidades começaram a surgir. Aos 11 minutos, Sánchez dominou a bola dentro da área, mandou de voleio e obrigou Rui Patrício a fazer grande defesa para evitar o gol. Portugal respondeu em contra-ataque. Aos 12, Cristiano Ronaldo recebeu pela ponta, invadiu a área e mandou uma bomba. Desta vez, Claudio Bravo estava bem posicionado para defender.

Cristiano Ronaldo teve boas chances no segundo tempo (Foto: Franck Fife/AFP)

Os chilenos assustaram mais uma vez aos 16. Vidal experimentou de fora da área, a bola pegou força e foi por cima do gol, levando muito perigo.

Nos minutos seguintes, o jogo ficou morno. Portugal voltou a assustar somente aos 26 minutos. Cristiano Ronaldo recebeu na entrada da área após contra-ataque e finalizou. A bola desviou na marcação e passou com perigo ao lado do gol.

Apesar da chance portuguesa, a partida voltou a ficar morna nos minutos seguintes. As equipes tocavam a bola, mas majoritariamente no campo de defesa, sem levar perigo ao adversário. Com isso, Portugal só assustou novamente aos 39 minutos de jogo. Cristiano Ronaldo aproveitou cruzamento de Cédric, ganhou da defesa chilena e cabeceou. A bola foi por cima, passando muito perto.

Após mais esta finalização para fora, os dois times não criaram mais chances e o duelo foi para a disputa da prorrogação.

Logo no primeiro minuto, Portugal teve uma boa chance. André Silva recebeu de Quaresma na entrada da área e chutou firme. A bola pegou força e foi por cima do gol.

Prorrogação teve impressionante chance perdida por Vidal e Rodríguez (Foto: Franck Fife/AFP)

O Chile respondeu na sequência e quase marcou. Aos quatro, Isla recebeu pela direita e cruzou para Alexis Sánchez. O atacante subiu mais alto que a defesa e testou para o chão. A bola tirou tinta da trave, mas foi para fora.

Nos minutos seguintes, os jogadores sentiram o desgaste e poucas chances foram criadas. Com isso, o primeiro tempo da prorrogação manteve o empate em 0 a 0.

Com os jogadores ainda mais cansados, o segundo tempo da prorrogação foi ainda mais morno. Com isso, coube a um jogador que entrou poucos minutos depois criar a principal chance. Francisco Silva invadiu a área e foi derrubado por José Fonte, em lance duvidoso. Os chilenos pediram pênalti, mas o árbitro mandou o jogo seguir.

A bola do jogo, porém, veio aos 13 minutos. Vidal recebeu na entrada da área e mandou uma bomba, que carimbou a trave. A bola voltou para Rodríguez, que a poucos metros do gol colocou o pé na bola e mandou no travessão, em impressionante chance perdida.

Bravo brilhou nas penalidades (Foto: Roman Kruchinin/AFP)

Após a bola não entrar nesta grande oportunidade, o resultado do jogo e a vaga na final se encaminharam para decisão na disputa por pênaltis.

Nas cobranças de pênalti, Claudio Bravo brilhou. O goleiro chileno pegou todas as três cobranças portuguesas, de Quaresma, João Moutinho e Nani, e viu seus companheiros converterem todas para fechar a vitória em 3 a 0 e garantir a vaga na final.

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