Brasileiro de “tripla identidade” seria o novo chefe na fronteira

Após o atentado que matou Jorge Rafaat Toumani, 54, um brasileiro de 32 anos, que usa pelo menos três identidades e tem conexão com o PCC (Primeiro Comando da Capital) seria o novo chefe do crime organizado em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira com o Brasil através Ponta Porã.

Rafaat foi executado em Pedro Juan na quarta-feira
Rafaat foi executado em Pedro Juan na quarta-feira

Segundo o jornal paraguaio ABC Color, o novo chefe do tráfico no Paraguai é o brasileiro conhecido como “Gallant”.

Ele teria assumido o controle na região com a morte de Rafaat, em uma emboscada cinematográfica na noite de quarta-feira (15), em que uma metralhadora calibre .50, capaz de derrubar aviões, foi usada.

O homem, segundo o jornal, opera com três identidades: Oliver Giovanni da Silva, Elton da Silva Leonel e Ronaldo Rodrigo Benites. Gallant já foi preso diversas vezes com armas, munições e drogas. Ele, ainda segundo o jornal paraguaio, é aliado de Jarvis Chimenes Pavão, 48 anos, traficante concorrente de Rafaat. Uma das principais linhas de investigação da polícia paraguaia para a execução de Rafaat seria uma desavença com Pavão, que está preso desde 2009 em Assunção e mesmo assim teria ordenado a ação.

Uma das evidências é que o utilitário usado no ataque e onde foi instalada a metralhadora .50, arma de poder antiaéreo que perfurou a blindagem do Hummer de Rafaat, foi encontrada abandonada em uma obra que seria Jarvis Pavão.

Segundo as investigações que estão sendo feitas pela Polícia Nacional do Paraguai com o apoio de outras instituições de segurança, Jarvis Pavão teria contratado o CV (Comando Vermelho) para eliminar Rafaat. Rafaat, segundo a imprensa paraguaia, mantinha o controle das atividades na fronteira e todas as organizações criminosas só podiam agir com a sua autorização. Quem descumpria as regras, era eliminado. A polícia paraguaia ainda não sabe ainda qual o motivo da desavença entre Rafaat e Pavão.

Ainda conforme o site ABC Color, a advogada de Jarvis Pavão, Laura Casuso, negou que ele tenha ligações com facções criminosas como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e afirmou que o cliente mantinha bom relacionamento com Jorge Rafaat.

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